Opaaa… Aqui é o Renan Kaminski e o post de hoje é um relato pessoal.

Ouço muito empresário falar (às vezes, com um certo orgulho) que não tira férias, que não tem tempo pra viajar…

E dispara um SINAL DE ALERTA muito forte em mim… porque eu já fui esse tipo de empresário.

Por 2 motivos:

1 - Se você não tem tempo nem dinheiro para tirar férias, tem alguma coisa muito errada com a gestão da sua empresa.

2 - Se você não acha que merece ter um tempo pra você e pra sua família, tem alguma coisa muito errada na sua vida.

Hoje, eu sei como é IMPORTANTE ter autonomia de tempo inclusive para descansar.

Às vezes, é quando você se afasta da sua rotina que surgem novas ideias para resolver um problema ou trazer novas formas de negócio.

Mesmo que não sejam 30 dias, TIRE UM TEMPO PARA VOCÊ.

Quero contar aqui sobre a minha última viagem… no meu caso, foi a realização de um sonho.

Eu e minha linda Mathisa tiramos duas semanas de férias. 20 dias pela Europa.

Roma, Atenas, passadinha por Como (norte da Itália) e por Lucerne (sul da Suíça), Paris, Caen (norte da França) e Veneza.

Ufa! Você pode pensar que foi muita coisa e, de fato, foi, rs.

Mas como foi a primeira viagem pra Europa, deu bastante certo!

Vou deixar abaixo algumas dicas pra sua primeira ou próxima viagem pra Europa (ou pra qualquer outro lugar).

E também dizer exatamente quanto custou essa viagem

Vamos às dicas:

Primeiro: decida viajar.

Arranje um motivo, uma desculpa, algo que te dê aquela coragem pra sair do “ah como eu queria” e ir pro “eu fui!”.

Nosso motivo foi bobo: apostamos que iríamos conhecer o país que ganhasse a copa 2018. França ganhou. Pronto, meta definida.

“Ain Renan, não gosto de viajar, não me interessa...”

Olha... pode até ser verdade. Mas sinceramente? É provável que seja alguma crença negativa sua que não te deixa se sentir merecedor ou capaz de viajar, tirar férias, etc...

De coração, presta atenção nisso 😉

Tenha datas flexíveis, se possível.

Parte relevante do custo da viagem são as passagens até o local.

Nós conseguimos uma passagem muuuito barata.

Eu me cadastrei no site “passagens imperdíveis”. Cadastrei o e-mail, notificação no desktop e notificação no celular. Assim comecei a receber as dicas de passagens promocionais.

Um belo dia veio o anúncio "CORRE! Ida e volta pra Roma + Milão por 1.150."

(o preço normal estava na casa de 1.700-1.800)

Nessa hora você pára tudo e vai garantir sua passagem. Essas promoções duram minutos, então já tenha os documentos em mãos, e saiba exatamente quais datas você pode e quais não pode.

- Gastar em Euro dá uma tristeza, mas é possível minimizar isso

Eu paguei 4,49 na conversão de Euro em dinheiro vivo e uns 4,90 no cartão de crédito.

(sim, doloroso)

Para sofrer menos, organize seu orçamento em Euro e não em real. Pra hospedagem, pra comida, passeios, etc...

Por que?

Porque assim você sai da nóia de “meu Deusss, 10 reais um cafezinhoo”. Não são 10 reais, são 2 euros.

Então você sabe, por exemplo, que tem 50 euros no dia pra alimentação e aí baseia suas decisões nisso.

Mais abaixo volto a falar sobre o orçamento...

- Dinheiro ou Cartão

Como você viu, a conversão no cartão de crédito invariavelmente é mais cara por causa do IOF.

Além das coisas que compramos antes no cartão (passagem, hospedagem e até alguns passeios), nós levamos 1500 euros em espécie.

Em termos de economia era melhor ter levado mais, mas pensamos na segurança (não é porque é Europa que não tem disso. Em vários lugares havia avisos pra tomar cuidado com "pickpockets", os “bate-carteira”).

Mas no final da contas eu teria levado um pouco mais de Euro em espécie.

- Itália e França

A Itália pra mim foi o máximo.

Roma é incrível, com seus predinhos quadrados, um grudado no outro, todos com poucos andares e com várias ruazinhas super apertadas. Além claro, de todo prédio / monumento histórico que você se depara a todo tempo.

Eu não dava muita moral pra Veneza, mas ela é absolutamente incrível também

Paris é um pouquinho caótica. As coisas são longe, você tem que pegar metrô pra se locomover.. parece uma São Paulo da vida.

É muito bonita, claro, a Torre a noite é sensacional, mas #SouMaisItalia

- Suíça

Fizemos um bate-volta no norte da Itália, cidade de Como (maravilhosa) e na Suíça, cidade de Lucerne.

Nosso vôo ia pra Milão e a Suíça é logo ali (2h de carro), fiz questão de ir lá.

Bom... O Europeus consideram a Suíça cara, então imagina...

Só pra poder andar de carro nas estradas da Suíça você tem que pagar uma taxa anual de 40 euros, que é tipo um pedágio deles.

De qualquer forma, como foi pouco tempo lá, não vou opinar se vale a pena ou não – apenas que esteja preparado pra gastar bem, hehe

- Nem tudo são flores nessa vida.

Na França vimos alguns avisos sobre o que fazer em caso de atentado terrorista.

Na estação de trem e em museus havia avisos sonoros para não deixar malas abandonadas.

Tenso.

Atenas talvez tenha sido a cidade menos desenvolvida que visitamos.

Em Roma não lembro de ter visto nenhum morador de rua.

Já em Paris havia “bastante”. Bastante na França = muito menos que no Brasil.

Paris e Caen (França) na verdade foi o único lugar que passamos um certo receio com pessoas estranhas e mal encaradas a noite.

Hospedagem

Parte relevante do custo total é com hospedagem.

Nós ficamos metade em hotel e metade em Airbnb. Tem que pesquisar bem.

Em Paris, por exemplo, conseguimos um apart hotel mais pertinho da torre e mais barato que vários Airbnbs.

Essa é a parte mais chata do planejamento da viagem, em minha opinião.

Mas como representa pelo menos 20% da viagem (para nós foi isso), tem que ser bem feito.

Obrigado a Mathisa que planejou quase tudo sozinha

Água

Na França é super comum você pedir "tap water", ou seja, água da torneira. É excelente pra economizar. Jamais pague por água em garrafa lá, hehe

Já na Itália não funcionou tão bem. Na real, na Itália e em Atenas em muitos lugares o garçom já chegava com uma garrafa de 1 litro de água na mesa. Excelente forma de incentivar a venda.

Ahh, por toda Roma há fontes de água potável. Então, leve sua garrafinha e vá reabastecendo ao longo do dia.

Os chuveiros europeus são estranhos.

Em todos os airbnb que pegamos, a água quente tinha uma autonomia de 10-15 minutos. Ou seja, se os dois tomassem banho logo na sequência, um ia ficar com água gelada, rs (sim, aconteceu)

Walking Tour

Uma coisa que infelizmente só fizemos em Veneza (última cidade), mas que vale muito é o Free Walking Tour. Toda cidade turística vai ter.

É um guia local que vai caminhando com um grupo e explicando sobre a cidade.

Ele é"free" mas na verdade é uma contribuição voluntária ao final.

Se você amar dá mais dinheiro, se não gostar dá menos dinheiro. Justo.

Comida

Europeus que me desculpem, mas comida boa mesmo é no Brasil!

Foram poucos os lugares que nos deliciamos verdadeiramente com a comida.

Com certeza em Atenas (Grécia) foi onde comemos melhor. Nossa, saudade da comida grega haha

E a pizza brasileira é melhor que a italiana! #ProntoFalei

Ahhh, mas os pães franceses são incríveis!

E os croissants?! Uau! Se houver algum nutricionista aí que tenha a dieta do croissant francês me avisa! Hehe

Só pra você ter noção...na Itália você encontra pratos de massa e pizza por 10-12 euros.

Já na França um prato simples sai um pouquinho mais.

O que de fato achei barato eram os queijos. Comprei um queijo Grana Padano por 11 euros o quilo. Mesmo convertendo fica uns 50 reais o quilo. Aqui no Brasil você paga quase 150!

Para os ignorantes de vinho, assim como eu, nos restaurantes você encontrava taças de “vinho da casa” por 5 euros na média. Na maior parte das vezes deu certo.

* Ao final descobrimos que esse é o preço que turista paga. Em lugares menos turísticos você encontra de 2 a 3 euros a taça.

             

Voltando aos números...

Nossa distribuição de gastos ficou assim:

Quase 30% foi para “Passeios e transporte interno”. Transporte interno considerei metrô, táxi, translado do aeroporto, etc.

(Já já conto qual foi o passeio mais desnecessariamente caro de todos.)

Comida e hospedagem são campos de gasto infinito, principalmente quando o gasto é em euro e qualquer 10zao vira quase 50 reais.

Nossa viagem era de passeio, pra conhecer os lugares. Então hospedagem podia suprir o básico (cama e chuveiros bons) e gastronomia não era a prioridade 1.

Ainda assim juntos foram 44% do orçamento.

Para Atenas e para Paris nós usamos as companhias de baixo custo Ryanair e Easy Jet.

Roma-Atenas saiu 40 euros ida e volta por pessoa. Milão-Paris 60. É bem barato!

“Renann, e no final das contas quanto vocês gastaram?!?!”

Já vou dizer, hehe...

Antes: o gasto mais desnecessariamente caro.

Estávamos em Paris e eu fiz a bobeira de conferir se nós estávamos dentro do nosso orçamento.

Eu sabia que estávamos, não sabia exatamente quanto.

Como estávamos anotando todos os gastos num caderninho (fica dica), fizemos a contabilização.

Pois bem, estávamos muito bem no nosso orçamento.

Pra quê né?

No mesmo dia passeamos pela região do Moulin Rouge, antigo “cabaré” parisiense.

Passamos ali, olhamos o preço, achamos caro, continuamos andando.

Aí bateu aquela coisa.. “será?”

Como o poder da escassez é grande (o show era em pouco tempo, último dia de Paris...), resolvemos ir!

145 euros pra entrar. Por pessoa! Cerca de 1,5h de show.

Admito que foi muuuito legal o show, acima do que eu esperava.

Mas por mais que eu tenha dito pra não converter os valores, dá uma dorzinha de ver 290 euros se transformarem em +1400 reais no cartão, hehe

Pra comparação: subir na Torre Eiffell custa 25 euros por pessoa. Passeio com guia no Coliseu 60 euros.

Enfim... rs

Qual a conta no final de tudo?

Cerca de 29.500 reais.

Para duas pessoas, 20 dias, 7 cidades, 4 países.

Podia ter sido menos, podia ter sido muito mais.

Muito mais barato do que ir via agência de viagem. Mas muito mais trabalhoso também. Pra quase tudo, ou você dedica tempo, ou tem que pagar pra alguém dedicar pra você, não é mesmo?

Eu gravei um áudio sobre como você pode planejar financeiramente sua próxima viagem.

Você pode acessar esse áudio 🔈 clicando aqui  🔈

Você será direcionado para o Messenger do Facebook e lá vai receber o áudio =)

Como esse e-mail já ficou grandão, rs, resolvi complementar ele em áudio.

E aí, gostou desse post?

Me conta sobre sua próxima viagem 😉

Abraços!!!

Renan Kaminski (já com saudades da Europa)

Plante inspiração na sua empresa e você colherá colaboradores maduros.


Por Felipe Charão - Consultor 4blue

Pessoas deveriam vir com um manual de instruções!

Olha que maravilha seria.

Quando fosse casar com alguém, no noivado mesmo, você receberia o manual do seu futuro cônjuge.

Poderia estudar atentamente, faria uma prova (sim, tem que ter avaliação pros pais do moço ou da moça ficarem tranquilos de que você entendeu tudinho)...

Você poderia testar se o manual funcionava mesmo... aprendia a consertar as peças com defeitos. E pronto! Aí vocês estariam prontos pra casar e serem felizes para sempre.

Como um filme da Disney.

Mas infelizmente não é assim, né?!

Ou será que é?

E se eu te dissesse que, cada vez, mais a psicologia cognitiva mostra que o comportamento humano obedece a certos "padrões".

E se eu te dissesse que tem pessoas destrinchando tão a fundo cada mecanismo do comportamento humano que chega a ser assustador.

Ao longo de de 20 anos administrando empresas, já perdi a conta de quantos livros li sobre gestão de pessoas.

Resolvi resumir aqui algumas diretrizes para facilitar seu trabalho.

Já tive vontade de esganar colaboradores. E perdi o meu sono de raiva. Já fui xingado. Já perdi pessoas que simplesmente viraram as costas e foram embora e eu nunca entendi o motivo.

Mas em cada caso, eu aprendi algo. Cada dor me deixou uma marca.

E ao invés de mudar o mundo, achei mais prudente mudar a mim mesmo.

E mudei.

Hoje levo gestão de pessoas muito a sério. Tenho princípios (como um manual) para mim mesmo.

Não quero manipular ninguém, muito pelo contrário... Apresento este manual para todos da equipe e peço para eles me dizerem se, um dia, eu ferir algum dos princípios escritos alí.

São os princípios de liderança coletados ao longo de uma vida de estudo.

E que agora vou compartilhar com você no formato de:

O Guia mais Prático da Liderança que Inspira (e forma equipes de alto desempenho)

Se importe de verdade com cada colaborador. Essa é a regra número 1 do líder. Quebre esta regra e todo o resto estará quebrado.

Elogie com o coração. Equipes de alto desempenho recebem feedback positivos x de melhoria numa proporção de 3 para 1. Torne-se apreciativo (de forma genuína). E verbalize.

Melhore todo dia sua capacidade de ouvir. Parta do pressuposto que você não sabe ouvir. Coloque-se no lugar do outro. Seja um “aprendedor” ao invés de um “conhecedor”. Durante 30 dias, se disponha a fazer com que 50% de tudo que você fale, termine com um “ponto de interrogação”. Um “conhecedor” parte do pressuposto que ele tem as respostas. Um “aprendedor” admite que não tem, mesmo que tenha muita experiência.

Seja inclusivo, faça participar, ouça a opinião e, progressivamente, treine a capacidade dos colaboradores de discutir com mais inteligência (expor ideias com base em fatos, em experimentos, de se comunicar de forma madura). Ex: “temos um problema. Nós cometemos esse erro… o que podemos fazer para não acontecer mais…"

Incentive a opinião contrária. Valorize discussões que te deixam desconfortável por colocarem o dedo na ferida. Pessoas com divergência de opiniões, mas compatibilidade de valores: esse é o segredo.

Crie continuamente um senso de missão. Mostre o caminho. Repita sempre a visão. Repita, repita, repita. Mostre como o trabalho da pessoa está construindo esse futuro (ex: "não são tijolos um em cima do outro, é uma universidade”).

Melhore todo dia um pouco sua capacidade de inspirar pessoas. Dedique energia a isso (isso importa!). Não deixe os pequenos problemas do dia-a-dia drenarem toda sua energia e atenção. Supere a irritação.

Trabalhe sempre num desafio (ao chegar numa área pergunte: qual é o desafio que estamos enfrentando?). Nenhuma área da empresa deve estar trabalhando sem um desafio. Ensine sempre a enorme importância de fugir da zona de conforto.

Comece com metas e condições alvos bem próximas (de preferência no nível do processo). Um desafio grande demais desmotiva. Um pequeno demais enfraquece. Melhore todo dia um pouco sua capacidade de criar desafios na medida certa.

Despersonalize o problema. Parta do pressuposto que o problema está no processo e não na pessoa. Quando as pessoas não se sentem acusadas a inteligência delas fica livre para focar na solução do problema. Para mim, o erro é quase sempre da "empresa".

Se depois de investigar o processo a fundo você encontrar uma falha humana, dê um feedback honesto, objetivo, mas sem corroer a autoconfiança de quem errou. Coloque-a em estado de alerta, explique a gravidade. Mas termine mostrando sua confiança de que ela não irá cometer de novo aquele erro.

Disciplina fortalece. Deixe claro os limites. Não abra precedentes. Evite fazer favores ou pedir favores. (ex: “não use a impressora da empresa para algo pessoal. Se for preciso faltar, reponha o horário".)

Estabeleça uma relação profissional. A intimidade com profissionalismo só é possível entre pessoas extremamente maduras. Claro que existem... a 4blue é um exemplo disso. Mas preste atenção a sinais de que há falta de maturidade com excesso de intimidade.

Não coloque pessoas na defensiva. Para realmente ouvir, entender e resolver problemas, pessoas devem estar receptivas. Não bata boca, nem deixe baterem.

Elogie e promova pessoas que são as primeiras a admitir a responsabilidade por uma falha (e dê o exemplo nisso). Só tem poder de resolver um problema quem se apropria 100% dele.

Ideias e conhecimento podem mudar o mundo. Elas podem ter um profundo impacto nas pessoas e transformar para sempre sua vidas. Nada tem mais poder do que uma ideia cujo tempo chegou. Por isso, valorize e promova quem investe continuamente em estudo. Estas são as pessoas com mais ideias e mais conhecimento.

Não basta ensinar. É preciso ensinar a ensinar. Não basta liderar, é preciso garantir que novos líderes estão sempre sendo formados. Você deve se comprometer com sustentabilidade da sua empresa.

Meta a mão na massa diariamente (de forma sagrada). Vá até o local de trabalho e observe. Todos os dias! Não gerencie a partir da tela de um computador. Veja os problemas reais enfrentado por pessoas reais. Vá e veja. Só quem executa um trabalho (claro... não precisa ser o dia inteiro), entende as reais dificuldades.

Aprenda a investigar os problemas nas suas causas raízes. Procure primeiro entender a fundo a situação antes de mover um dedo. Temos uma enorme tendência de partir para soluções cedo demais, sem realmente ter entendido os motivos do problema. Pergunte, pergunte, pergunte até se saciar com a resposta e ter aquele momento "eureka... agora entendi mesmo o que aconteceu".

Permita que as pessoas errem! Só aprendemos na prática. Assuma (agora mesmo) que você é (provavelmente) um controlador-maníaco. Isso dificulta o processo de coaching e desenvolvimento de novas pessoas. (É claro, deixe que eles cometam erros que não irão prejudicar diretamente o cliente)... Crie ambientes controlados para testes para minimizar o impacto dos erros. Mas elogie quem arriscou e errou.

Sempre que possível, pare TUDO quando houver um problema um pouco mais sério. Pare tudo! Isto, se chama "andon". Envolva toda a equipe (necessária) e investiguem juntos. Manter-se sempre em movimento impede você de enxergar com clareza. Aprenda a parar e direcionar todo seu FOCO para um problema de cada vez. Sei que é contra-intuitivo, mas: vá devagar para ir mais rápido.

Não faça listas de problemas e vá ticando. Isso dá uma falsa sensação de melhoria. Identifique o que realmente precisa mudar, o que realmente é prioritário. E depois que você mudar isso, tudo ao redor pode mudar. Listas de problemas ticados vão contra a sabedoria da experimentação de fator único e perdemos a compreensão das cadeias de causa e efeito.

Touch it once (toque apenas uma vez). Faça tudo como se fosse a última vez. Ou seja, faça de uma forma que da próxima vez não seja você!! Por onde você passar, o que você fizer, você vai organizando, documentando, filmando, ensinando, de forma a existir um passo a passo absolutamente claro e cristalino para a próxima pessoa que passar por essa situação.

Parta do pressuposto que nosso cérebro não foi configurado para tomar boas decisões. Muito, muito cuidado com o viés de confirmação. Desconfie das suas decisões (sem se auto-recriminar), mas depois de muito pensar com cuidado, aja com determinação.

Assuma que você é precipitado (assuma mesmo). E se comprometa seriamente a mudar isto.

Decida lentamente, implemente com rapidez. Isso é uma técnica chamada “nemawashi” e com ela você:

Tome decisões sempre pensando em como padronizar. Ou seja, em como beneficiar todas as futuras pessoas que executarão aquela ação com uma forma mais eficiente de trabalhar.

Tome decisões sempre fugindo do retrabalho. Se pode dar problema, dará. Lembre da Lei de Murphy e evite retrabalhos no futuro. Qual a maneira mais segura, mais definitiva, mais estável, mais resistente, mais duradoura de fazer isso agora? E também: mais a prova de erro?

Quando você conhece seu Ativo Intangível, você começa a tomar cuidado com o que realmente importa na sua empresa.

O Ativo Intangível mais importante é a marca

Eu confesso que já assisti muitas aulas xaropes sobre finanças.

Aulas que me davam sono mesmo. E, de vez em quando, citavam uns conceitos com nomes esdrúxulos que parecia que não serviam pra nada.

Mas também no meio daquilo tudo, volta e meia, eu descobria uma pérola, algo de valor inestimável, incrível, disfarçado com nome técnico super-hiper-chato.

Uma dessas pérolas que mudou radicalmente a minha forma de administrar uma empresa, e eu queria compartilhar com você agora, foi o conceito de ATIVO INTANGÍVEL.

Calma aí, não se preocupe. Porque hoje eu acordei inspirado e resolvi inventar uma história de ficção científica para explicar esse conceito.

Eu tenho certeza que você vai adorar e, de repente, você pode ver que a forma como você encara a gestão de pessoas precisa mudar.

 

Imagine que chegou na Terra uma armada de naves espaciais alienígenas e que, por algum motivo muito louco, por algum motivo que só um alienígena compreende, eles simplesmente odeiam Coca-cola.

Eles então colocam uma nave espacial em cima de cada fábrica da Coca-cola ao redor do mundo inteiro e dão um ultimato para o Diretor ou o CEO da Coca-cola:

Você tem duas opções:

Ou a gente destrói agora todas as fábricas da Coca-cola, com nosso raio laser super mega power…

Ou podemos apagar da memória de todos os seres humanos a marca Coca-cola... ninguém vai se lembrar do gosto da Coca-cola, nem do logotipo, nem o que é e nem para que serve.

 

Se você, meu amigo leitor, minha amiga leitora, estivesse na situação do Diretor da Coca-cola, o que faria?

O que você acha que seria menos pior:

Destruírem completamente todas as fábricas ou apagarem a lembrança da Coca-cola na cabeça de todas as pessoas do planeta?

 

Qual seria sua escolha?

Não é uma resposta fácil. E, provavelmente, é uma resposta polêmica.

Eu vou te dizer o que eu faria.

Eu provavelmente escolheria que destruíssem as fábricas. Por que?

Por causa do conceito de Ativo Intangível.

Não se engane com esse nome - Apesar do termo “intangível”, isso não quer dizer que ele não seja real ou palpável. Muito pelo contrário, ele é muito verdadeiro e valioso.

 

O Ativo Intangível mais clássico de todos é a marca.

A marca da Coca-cola vale bilhões e bilhões, assim como a estrutura física das indústrias, que é o ativo tangível (aquele que a gente pode pegar, apalpar, dar um chute e tropeçar nele.)

Quando começamos a entender que, na nossa empresa, a riqueza é criada única exclusivamente graças à soma do ativo intangível com o ativo tangível, o nosso foco e as nossas ações começam a mudar.

 

O outro ativo intangível absolutamente fundamental é o conhecimento, é a parte técnica.

São as habilidades que estão na sua cabeça na cabeça do seus colaboradores.

Na minha visão, os ativos intangíveis contribuem mais, com muito mais frequência, para a geração de riqueza e para geração do lucro da sua empresa.

Mais do que os computadores, os aparelhos, as mesas, os telefones... esse bando de objetos físicos que você amontoa.

 

Voltando para a história da Coca-cola, a marca vale bilhões e demorou dezenas e dezenas de anos para ser construída.

A fábrica também vale bilhões.

Mas, se elas fossem todos destruídas, eu aposto que, no dia seguinte, quase que todos os bancos do planeta bateriam na porta do Diretor da Coca-cola querendo emprestar dinheiro para as fábricas serem reconstruídas.

Agora, se a marca fosse apagada da memória de todos os pessoas, provavelmente a Coca-cola deixaria de existir ou demoraria um século para voltar a ser o que era.

 

OS ATIVOS INTANGÍVEIS DA SUA EMPRESA SÃO PODEROSOS!

Agora, o que que isso muda na prática na vida de um administrador?

A partir do momento que eu entendi a importância do ativo intangível, eu comecei a perceber o seguinte:

Quando um colaborador saía da minha empresa, ele levava consigo uma habilidade que, às vezes, eu havia demorado meses ou anos para desenvolver nele.

Ele levava embora um ativo, um patrimônio da minha empresa. E isso é absolutamente fundamental que você compreenda.

A sua empresa vai se erodindo aos poucos a cada funcionário que você perde.

Por que não só pelo fator humano. É também pela perda real de patrimônio intangível que você não enxerga.

Cada vez que um colaborador que ficou seis meses na sua empresa vai embora, além das multas rescisórias, FGTS e etc que você paga, pode tranquilamente calcular aí que você perde também uns R$ 20.000 de patrimônio intangível.

 

E esse é o dinheiro mais perigoso do mundo de se perder: o dinheiro que você perde sem ver.

Outra coisa prática que muda a visão de negócios com esse conceito é:

A partir do momento que você ficar de olho no seu ativo intangível, você começa a tomar um cuidado gigantesco com a reputação, começando com a sua própria e, sobretudo, com a reputação da sua empresa.

Cada mínimo cliente precisa te ver como eficiente, íntegro e honesto. A sua reputação é, no fundo, a sua marca.

E como você leu agora pouca na história esdrúxula dos alienígenas, a nossa marca tem um valor inestimável.

Na hora que a sua reputação se perde, mesmo que seja uma parte dela, você está perdendo um patrimônio, um ativo intangível que talvez valha 10, 20, 50, 100 mil reais.

 

Não se esqueça, essa palavra engana. O nome INTANGÍVEL aqui não quer dizer que não seja real.

Preserve a sua reputação, ou seja, a sua marca a todo custo.

Então, faça isso para que a sua empresa não se corroa como ferrugem na beira do mar.

 

Felipe Charão - Consultor 4blue

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