Prensar em redução de custos deve fazer parte da rotina de todos os empreendedores. Afinal, não é à toa que a frase "os custos são iguais as unhas" ficou famosa.

Elas não param de crescer e você precisa sempre cortar. Faz sentido?

Você sabe muito bem que boa parte da nossa força de trabalho é destinada apenas para pagar os boletos, não é mesmo? 

A vida de todo mundo é assim. Para alguns, esse custo mensal pode não representar uma grande parcela do salário, mas para outras pessoas pode chegar a 60 ou até 70 por cento. E para melhorar esse percentual, só existem duas saídas: aumentar a receita ou cortar custos.

Na sua empresa é a mesma coisa. Todo mês você tem gastos fixos que você precisa pagar como, aluguel, contas de luz, água, internet, salários dos colaboradores, seu pró-labore (sim, isso também é um gasto fixo) e etc.

E você pode imaginar que a melhor opção seja faturar mais, só que cortar gastos é muito mais simples do que você imagina e cada R$1 economizado significa R$1 a mais de lucro.

E não, quando você vende R$1, esse valor não é lucro porque você precisa tirar uma série de custos como impostos, comissões, taxa de cartão e por aí vai. A lista a grande…

Então, a maneira mais fácil de você aumentar seu lucro é cortar custos e para você começar a fazer isso ainda hoje, separamos 7 dicas simples para aplicar na sua empresa.

Bora lá?

A importância da redução de custos

Os custos fixos e variáveis têm influência direta no resultado da sua empresa. Ou seja, se seus custos são baixos, você pode se dar muito bem, mas se eles forem altos demais….já sabe, né?

Por acaso você conhece o conceito de Ponto de Equilíbrio? Basicamente é quanto você precisa faturar para sua empresa ficar no 0 a 0. Aquele valor que você precisa vender todo mês para não ter lucro e nem prejuízo.

E o Ponto de Equilíbrio está diretamente atrelado aos seus custos. Se eles forem baixos, obviamente você precisa vender menos para não ter prejuízo.

Outro fator importante onde os custos têm influência direta é na sua precificação. Se os custos forem muito altos, seus preços também vão ser.

Ou seja, com os custos baixos sua empresa pode se tornar mais competitiva no mercado (ou te dar uma margem de lucro maior).

Redução de Custos em gotas

Raramente você terá uma grande despesa que poderá ser cortada ou reduzida e que vai aumentar o lucro de uma vez. 

Você precisa entender que a redução de custos é feita aos poucos, como um conta-gotas, e isso vai dar grandes resultados a longo prazo.

Por isso, dê importância para cada real que você conseguir cortar e com o tempo você vai conseguir identificar cada vez mais oportunidades.

Não pense que economizar "só" R$30 não vai ajudar em nada. Pense que em um ano, você vai economizar R$360 e isso pode, quem sabe, pagar a sua conta de luz em dezembro. 

Ajuda ou não ajuda? Então vamos para as nossas dicas para você aplicar hoje na sua empresa.

7 Dicas para Redução de Custos

Essas dicas  são muito simples e você pode começar aplicar hoje mesmo que já vai perceber resultados nos próximos boletos.

Algumas você também pode aplicar na sua casa.

1- Desligue aparelho eletrônicos

Sabe aquela luz vermelha que fica acesa em quase todos os aparelhos eletrônicos? Então, você pode começar economizando por aí.

Pra isso, tire todos os aparelhos eletrônicos da tomada quando sair do escritório, principalmente o monitores. Converse com seus colaboradores para implementar essa atitude.

Vai fazer uma grande diferença na conta de luz? Não! Mas vai fazer alguma diferença.

2 - Redutores de pressão de água

O consumo de água pode representar um valor considerável dos seus gastos fixos, principalmente se no seu negócio os clientes usam o banheiro. E para resolver isso de forma simples, instale redutores nas torneiras.

Eles vão fazer com que o consumo caia de 40 a 50% e a longo prazo isso é um valor bem significativo.

3- Não espere o motor roncar

Sabe quando você está dirigindo o seu carro e espera o motor roncar para trocar de marcha?

Comece a prestar atenção para trocar de marcha quando o ponteiro marcar 25 rpm, isso pode reduzir o consumo em até 50%. Com o preço do combustível hoje em dia, é uma ótima dica não é?

Faça isso com seu carro pessoal e, principalmente, com os carros da empresa!

4 - Escute seus colaboradores

Dica simples e poderosa. Vá até seus colaboradores e pergunte onde eles acham possível reduzir custos na empresa. Isso é importante porque eles vão ter uma outra visão sobre diversos aspectos operacionais do negócios.

E muitas vezes só não te falaram porque você não perguntou. Acredite, aqui você consegue muitas informações preciosas.

5 - Negocie suas contas

Você deve saber que a concorrência entre as empresas de telefonia é enorme e você pode se aproveitar disso.

Muito provavelmente você deve estar pagando mais caro do que as pessoas que estão entrando agora para ter o mesmo plano, então chegou a hora de negociar.

Vai ser chato? Sim. Vão te deixar esperando? Sim! Mas vale a pena.

Ligue e peça desconto. Se eles não derem, ligue na concorrência.

6 - Declare guerra aos bancos

Se você ainda paga taxa de TED, DOC ou até mesmo tarifa mensal para o seu banco, está na hora de se atualizar.

O PIX é uma importante ferramenta para economizar na hora de fazer pagamentos e as contas digitais chegaram para ficar e você vai economizar muito não pagando tarifas mensais.

Coloque essa mudança em prática hoje.

7 - Atenção extra ao pró-labore

Essa pode doer, mas o que você recebe de pró-labore é realmente o que a sua empresa pode pagar ou será que o valor está alto demais?

Ou pior ainda, se você é daqueles empreendedores que misturam as finanças pessoais com as finanças da empresa e não possuem um valor determinado, isso pode quebrar o seu negócio.

Então, se você mistura, separe o mais rápido possível. Só isso, com certeza, vai gerar economia. E faça uma análise se o seu pró-labore é compatível com o que sua empresa pode pagar.

Se for o caso, diminua um pouco e estabeleça metas para ir aumentando.

Quer mais dicas de redução de custos?

Essas 7 dicas são bem fáceis de aplicar, não é mesmo? E com certeza você já vai ver resultados positivos no caixa da sua empresa.

Mais uma vez, lembre-se sempre que a redução de custos deve acontecer sempre na sua empresa e mesmo que o valor seja pequeno, ele vai representar muito a longo prazo.

Mas se você quer mais dicas, acesse o nosso e-book 44 Dicas Efetivas para Redução de Custos na sua empresa!

Fator determinante para o seu negócio, fazer a precificação correta dos seus produtos ou serviço é essencial e, além disso, serve de termômetro para utilizar estratégias de vendas.

Precificação - Guia Completo!

Embora seja algo superficial, podemos dizer que empreender é o ato de ter/oferecer algo que alguém queira comprar. Só assim uma empresa vai sobreviver! 

E quando falamos em comprar, logo pensamos no preço.

E este é um dos principais fatores que vão determinar se sua empresa vai conseguir ter sucesso ou não. Se vai sobreviver por anos ou se vai falir rapidamente.

Afinal, a precificação errada é o atestado de falência do seu negócio.

Não importa se você vende milhões de reais, mas se o seu preço foi feito de forma equivocada, já era. 

Seu negócio pode até suportar por um tempo, mas uma hora não tem mais como segurar.

Por isso, fique com a gente nesse post para aprender como fazer a precificação correta e entender qual a importância do preço no seu negócio!

Sua empresa é um barco

Para exemplificar de uma maneira mais fantasiosa e para você imaginar o que pode acontecer com sua empresa a longo prazo, imagine um barco.

Sim, um barco! Ele é sua empresa.

E existem barcos de todos os jeitos. Alguns são à vela, outros têm motor, alguns barcos são de madeira e outros de fibra de vidro. Não importa se a tecnologia é mais avançada ou não. 

Queremos mostrar que funciona para todo tipo de empresa.

Agora pense que o dinheiro é o ar e os compromissos financeiros da sua empresa são as águas de um oceano.

Todo barco precisa do ar, certo? Para que flutue, ele precisa estar cheio de ar!

Mas e se tiver um furo? 

Pode ser aquele bem minúsculo, e é exatamente esse que você não enxerga. Com o tempo, ele vai encher de água e afundar. Então, Sua empresa faliu!

Essa metáfora pode ser usada para falar de diversos erros na gestão financeira, inclusive a precificação.

Você coloca o preço errado, que não cobre todos os custos e então vai chegar uma hora em que não conseguirá mais se recuperar.

Por isso, entenda a importância da boa precificação.

Precificação e Lucratividade 

A precificação vai muito além de focar em ter um preço justo ou o que vai tornar sua empresa competitiva. 

Ela mostra quais são os produtos que trazem uma melhor Margem de Contribuição, ou seja, trazem mais lucros.

E se você acha que todos os seus produtos trazem o mesmo percentual de lucro, isso está muito errado. 

Precificar não é pegar o valor original e multiplicar por 2. Existe uma matemática por trás disso. Uma matemática simples, mas não dá pra sair chutando preço. E ter esses cálculos em mãos facilita muito sua vida como empreendedor.

Porque quando você sabe o preço certo de cada produto/serviço e a Margem de Contribuição deles, você tem a possibilidade de traçar estratégias de vendas (como a criação de combos ou estratégias de ancoragem, por exemplo)

Se você não sabe o que são esses termos, entre nesse link - dicionário do empreendedor!

O que preciso incluir no preço

Para fazer uma precificação perfeita para os seus produtos ou serviços, é preciso contemplar alguns itens para que você não fique no prejuízo depois.. São eles:

1- Imposto Sagrado

Esse é o custo mais básico de todos e não tem como fugir. Procure saber qual é a sua alíquota e tire a porcentagem do valor total.

Obs: Consulte seu contador para saber se você está pagando a menor taxa possível dentro da legalidade.

2 - Comissão

Você paga comissão aos seus vendedores?

Se sim, quanto é? Adicione esse valor também.

3 - Custo do serviço ou preço de custo do produto

Se você vende algo, quanto custou esse produto? Mas se você oferece algum serviço, esse cálculo pode ser um pouco mais complexo.

Para isso, você terá que analisar quanto tempo vai levar para executar o serviço proposto e incluir gastos como transporte, materiais, fornecedores, mão de obra terceirizada e etc. Tudo que você vai gastar para a execução.

4 - Despesas Fixas

Aqui é a chave onde muitos empresários erram!

Faça a conta de quanto é a despesa fixa do seu negócio (aluguel, água, luz, internet, salários e etc..)

Tenha esse valor em mãos e dissolva ele na sua capacidade produtiva ou projeção de vendas. 

Quando não colocamos as despesas fixas temos a falsa sensação de lucrar muito com algo, mas depois vai faltar dinheiro para pagar as contas mais básicas.

5 - AGORA SIM, O LUCRO!

Depois de tirar todos esses gastos, você vai ver se sobrou o lucro que você esperava.

Quando falamos em prestadores de serviço essa margem fica em torno de 20 a 30%. Comércio trabalha na casa dos 10 a 20% e indústrias de 7 a 12%.

Lembre-se que essa porcentagem é apenas o esperado, pode ser que você tenha muito mais ou menos, e isso vai depender da sua estrutura e ramo de serviço.

Mas atenção: se o seu indicador mostrar menos que isso, procure como corrigir!

Categorias de precificação

Existem 4 categorias para você entender a performance dos seus produtos ou serviços. Para isso é necessários que sejam divididos em: verde, amarelo, laranja e vermelho.

São aqueles que, com o preço de venda, você cobre todos os seus custos e ainda gera o lucro que deseja. Esse é o ideal para todo o negócio. Tudo está indo perfeitamente.

São aqueles produtos que vão te dar a margem de lucro desejada. E quem dera todos os produtos fossem linha verde.

São aqueles produtos que pagam todos os custos, mas a lucratividade fica abaixo do valor que você determinou, mas ainda assim não estão fora da lucratividade mínima.

São aqueles produtos / serviços que te ajudam a pagar os custos da empresa, mas ele não gera lucro. (Aqui seu alerta já tem que estar ligado).

Significa que eles cobrem impostos proporcionais, os custos proporcionais, os gastos fixos proporcionais dessa venda, mas, no final das contas, é como se esse produto desse prejuízo. 

Em outras palavras, se você só vendesse produtos linha laranja, e vendesse MUITO, ainda assim, você teria prejuízo no final do mês. 

São aqueles produtos / serviços que geram uma margem de contribuição negativa. 

São aqueles que geram um lucro bruto negativo: se eu vendo por R$ 10,00, quando eu tiro os impostos, comissão do vendedor, a taxa do cartão, fornecedores, matéria-prima,e etc… no fim, fico no negativo. 

É aquele que, literalmente, te dá prejuízo.  Produtos de Linha vermelha PRECISAM SER ELIMINADOS do seu escopo ou ter seu preço reajustado urgentemente.

Fidelização de clientes deve ter um papel especial na sua empresa. E se você está em busca de oferecer algo diferenciado para conseguir melhorar seu relacionamento com eles, comece utilizando essas 5 técnicas para gerar experiências inesquecíveis.

Fidelização de clientes: 5 técnicas para aplicar na sua empresa

Está muito enganado quem acha que empreender é apenas vender produtos ou prestar serviços para ganhar dinheiro. Essa é apenas a parte óbvia!

Porque o que está diretamente atrelado ao seu sucesso é o relacionamento que você constrói com os seus clientes e como isso vai alavancar sua empresa no longo prazo.

Afinal, ficar brigando por preços acaba sendo ruim para todos os concorrentes. Por isso, o seu empreendimento deve ter como foco gerar experiências inesquecíveis , independente de como for a melhor maneira encontrada por você para fazer isso.

Mas para te ajudar a encontrar soluções, trouxemos 5 técnicas que vão te ajudar na fidelização de clientes.

5 Técnicas para fidelizar clientes

1. Tenha o hábito de surpreender

Todas as pessoas gostam de ser surpreendidas positivamente, seja através de um atendimento diferenciado ou até algum mimo ou brinde.

Afinal, o que faz o seu negócio ficar guardado na memória do seu cliente para sempre é fazer algo diferente do comum.

Tanto pelo lado positivo, como pelo negativo.

Mas você precisa ser lembrado pelo ótimo serviço prestado. Por isso, busque encontrar alguma maneira que faça o seu cliente lembrar de sua empresa e queira voltar a fazer negócio com você.

Lembre-se que essa surpresa não precisa ser necessariamente algo físico. Uma ação extra no seu atendimento ou no pós-atendimento que demonstre sua preocupação com a satisfação do cliente já é um grande diferencial de entrega.

2 -  Deixe claro sobre o que seu produto realmente faz

Quando estamos vendendo algo, seja produto ou serviço, é claro que usamos a publicidade a nosso favor e existem diversas técnicas que ajudam - e influenciam-  o cliente a tomar a decisão de compra, como é o caso dos gatilhos mentais.

Mas lembre-se sempre: você pode exaltar o seu produto ao máximo, mas nunca prometa algo que ele não faz. Deixe muito claro ao cliente para que serve e para que não serve.

Porque se você mentir, existe uma quebra de confiança muito grande e além de perder um potencial cliente fiel, com certeza ele irá falar muito mal de você por aí!

E vamos combinar, ninguém quer estar com o filme queimado na praça, né!?

3. Cultive a Mentalidade de gentileza com sua equipe

Uma das tarefas mais importantes pra você, como gestor, é promover o comportamento de superar as expectativas. Para isso, converse diariamente com os colaboradores da sua empresa sobre isso.

Na verdade isso deveria ser um dos principais valores de todos os negócios. Porque assim é mais fácil se tornar um procedimento padrão e será bem mais fácil contratar pessoas identificadas com a cultura da empresa em processos seletivos futuros.

Promover este comportamento é fundamental porque não há nada melhor do que encontrar pessoas bem-humoradas, gentis e solícitas quando entramos em uma loja ou quando contratamos algum serviço.

Além de gerar um valor enorme. Ou você acha que por cobrar mais caro, seu cliente vai te trocar por alguém ranzinza e mal-educado?

Reflita sobre como implementar isso e estimule sua equipe diariamente.

4- Fidelize clientes com atendimento rápido

Ninguém gosta de ser deixado no vácuo, não é mesmo? E quando se trata de relacionamento com os clientes não é diferente!

Além do mais, o vendedor deve aproveitar o momento da decisão de compra naquele instante, porque se demorar pode perder a oportunidade.

Construir um relacionamento com os clientes é algo fundamental para a fidelização, seja através de ligações, whatsapp ou e-mail (dependendo do tipo de negócio), e quando a atitude de iniciar essa conversa parte dos clientes, é melhor ainda.

Por isso, tenha muita atenção para não demorar horas ou dias para responder. Afinal, qual é a confiança que você passa fazendo isso? Se antes de fechar o negócio já demora, imagine depois que receber o pagamento.

E é exatamente isso que seu cliente vai pensar e vai fugir de fechar negócio com você.

Esse é o básico, mas existem muitas outras técnicas para construir um bom Funil de Relacionamento com seu público e com certeza gerar mais vendas, sem que você precise gastar nada com publicidade.

Se quer aprender mais, assista esse vídeo:

Funil de Relacionamento: Venda mais sem gastar nada!

5- Dê presentes que gerem novas vendas

Aquele brinde ou aquela amostra grátis vale muito! Sabe aquele gostinho de quero mais? É isso que tem que prevalecer.

Você, mais do que ninguém, sabe a qualidade dos produtos ou serviços que oferece e pode tirar bom proveito disso.

Quando você dá algo para alguém, o ser humano tem o hábito de retribuir a boa ação, e se aquilo for algo muito bom, com certeza será mais valorizado ainda.

Portanto, dê mimos que podem fazer com que seu cliente retorne até sua loja para comprar ou que gerem uma experiência inesquecível!

Fidelização de clientes: comece agora!

Publicidade é a alma do negócio! Todo mundo já ouviu essa frase com certeza, mas nem sempre essa publicidade precisa envolver milhares de reais.

Quando se fideliza um cliente e presta um bom serviço, a publicidade é feita por indicação e no boca a boca. E essa é a publicidade traz clientes mais qualificados e com um pré-conceito bom da sua empresa!

Pense… você quer comer uma pizza, por exemplo. Tem uma pizzaria que aparece toda hora como publicidade em suas redes sociais ou outra que algum amigo indicou. Qual você vai escolher?

Por isso, é muito importante gerar experiências inesquecíveis aos seus clientes a ponto dessa atitude ser reconhecida e seu negócio seja indicado para outras pessoas.

O seu negócio vai crescer a longo prazo se você fidelizar clientes. Invista nisso!

O pró-labore nada mais é do que o salário dos sócios da empresa, e por mais que você seja apaixonado pelo seu negócio, ninguém vive só de sentimentos. Você, como dono do negócio, precisa ter esse salário bem definido para não prejudicar sua gestão financeira.

Se você tem uma empresa, mesmo que esteja começando, o correto é que estabeleça claramente qual é a sua remuneração e faça um plano de ações para conseguir atingir seu objetivo.

Isso ajuda a não cair em uma das armadilhas mais comuns entre os pequenos empresários: juntar finanças pessoais com as finanças da empresa, pois isso leva muitos negócios a fecharem as portas em poucos anos de vida.

Por isso, a 4blue trouxe para você 3 formas de remuneração que podem ser aplicadas no seu negócio, até mesmo para quem ainda está começando.

Fique com a gente nesse post!

Por que é importante definir o pró-labore?

É muito comum ouvir empresários dizendo que trabalham muito há anos, às vezes décadas, e nunca enxergam a cor do dinheiro. 

Isso, com certeza,  propaga um desânimo para quem sonhava em empreender para buscar prosperidade, alcançar objetivos e realizar sonhos

Mas a primeira reflexão que deveria ser feita é: "se ele não viu dinheiro, como pagou suas contas esse tempo todo?"

E aí que começamos a entender a importância de definir o próprio salário!

1- Misturar finanças pessoais com as da empresa é um enorme erro!

Quando o empresário usa o cartão de crédito para pagar supermercado, restaurante ou qualquer coisa para uso pessoal, ele está misturando as finanças e esse é o primeiro passo para o fracasso.

Isso atrapalha no fluxo de caixa e nunca vai tornar a empresa independente. Será sempre aquela alma de 'negócio familiar', onde o dono sempre acha que não recebe dinheiro, mas na verdade sempre está pegando de pouco em pouco.

Quando as finanças são separadas e o dono tem um dia do mês para receber o salário, ele começa a ter essa sensação de receber.

2 - Quando o dono sabe exatamente quanto ganha, vai definir metas para aumentar seu salário.

Exatamente. Ter um salário fixo ou proporcional aos ganhos não importa. Você sabe que para aumentar, terá também que aumentar o faturamento e o lucro da sua empresa.

Quando o empresário tira o dinheiro que quer e quando quer, mesmo falando que não ganha nada, diminui o estímulo de crescer para faturar mais, afinal ele pega o dinheiro que quiser no caixa da empresa.

3 - Percepção de Lucro

Esse é um ponto muito importante para o psicológico do dono. Todos sabemos que para a maioria das pessoas o dia do pagamento é quase uma celebração. 

É o dia de ter seu esforço recompensado e dá aquela motivação a mais para continuar firme dia após dia.

Para quem empreende, não é diferente, também é preciso ter valor e dia certo para receber.

Existe diferença entre pró-labore e salário?

Existe, mas não muita. Pró-labore significa 'pelo trabalho' e corresponde às retiradas mensais dos sócios da empresa pelo seu trabalho. É como se fossem o salário dos donos.

No entanto, ao contrário do salário, o pró-labore não tem a obrigatoriedade de incidir 13, férias e FGTS, mas alguns impostos como, o INSS, são cobrados normalmente desse valor.

Entenda que o pró-labore é apenas o salário, como se o profissional fosse um prestador de serviço, sem a necessidade de recolher a maioria dos direitos trabalhistas.

Mas quando falamos em distribuição de lucros, que pode acontecer uma ou duas vezes entre os sócios de uma empresa, o valor não entra como pró-labore, porque essa distribuição só é feita quando realmente há lucro.

Já o pró-labore é retirado mesmo que a empresa não tenha lucros.

3 Maneiras de definir seu pró-labore

1 - Remuneração fixa

Não existe um método ou valor médio de mercado para estabelecer o salário de sócios ou donos de mercado. Varia muito de empresa para empresa e depende do contexto em que você está vivendo.

Se sua empresa tem 3 meses de vida e você já está tirando R$ 1000,00 por mês, já pode ser considerado um bom valor. Mas se a empresa já tem vários anos e o dono só consegue tirar os mesmos 'milão' por mês, é pouco.

Para chegar no valor da sua realidade, você precisa colocar na balança o quanto você, pessoa física, precisa ganhar, e o quanto sua empresa pode pagar de maneira saudável.

Mas não é só isso…

Na verdade, essa balança precisa ser um tanto desequilibrada e sempre pesar mais pro lado da empresa. Não adianta você querer tirar R$ 10 mil se a empresa não pode pagar nem R$ 5 mil.

E aí, quando a empresa não pode pagar o salário que eu preciso?

Não tem milagre.

Você, como dono, precisa reduzir seu padrão de vida e gerenciar melhor seu dinheiro até que a empresa possa atender suas necessidades.

A regra de ouro para definir se salário é sempre com base no BOM SENSO.

Remuneração Variável 1

Defina uma meta semestral, anual ou mensal (sempre com bom senso) e um valor ou uma % de remuneração sobre a meta batida.

Por exemplo, aqui na 4blue nós temos uma meta anual de faturamento e lucro. Quando batemos a meta, os sócios tiram um salário extra (como se fosse um 13º salário).

3 - Remuneração Variável 2

Uma vez por ano aqui na 4blue, fechamos o ano e fazemos uma distribuição de lucros.

A regra é clara neste caso também: o bom senso tem sempre que pender para a empresa. Nós distribuímos apenas 30% dos lucros e o restante ficou como capital de giro e como reserva financeira.

A MAIOR REMUNERAÇÃO DE TODAS

O grande impacto na sua vida pessoal vai acontecer principalmente através da última remuneração, com base nos lucros. Ela potencialmente pode ser um grande ganho, mesmo que seu fixo seja baixo durante todo o ano.

Mas para isso sua empresa precisa saber como ser lucrativa e não focar apenas no faturamento (que são 2 números completamente diferentes).

Lembrando novamente que a retirada de lucros depende muito da situação da empresa.

Para não errar na hora de definir o seu pró-labore, lembre-se sempre:

DEFINIÇÃO CLARA + BOM SENSO = Sucesso financeiro para você e seu negócio.

Entender os números do seu negócio é muito importante para traçar boas estratégias e evitar gargalos financeiros. Mas para isso é necessário ter um Fluxo de Caixa que permita ter essa clareza. Nesse artigo você vai aprender o que é, como fazer e porque é importante ter um Fluxo de Caixa bem feito na sua empresa.

Fluxo de Caixa

O principal aliado dos empreendedores no planejamento e controle da empresa, sem dúvidas, é o Fluxo de Caixa.

Além de trazer facilidade na hora de enxergar os números e movimentações, ele também garante organização para projetar investimentos futuros, mostra a disponibilidade do capital de giro para cumprir os pagamentos e compromissos, ajuda a analisar se a sua precificação está sendo feita de maneira correta, tem papel importante na análise de desempenho das estratégias de vendas e muito mais.

Pode parecer até milagroso que ele faça tudo isso - e é mesmo!

Por isso, é de extrema importância que você use essa ferramenta no seu negócio.

Mas se quer aprender o que é Fluxo de Caixa e como aplica de forma correta na sua empresa, vem com a gente nesse artigo.

O que é Fluxo de caixa?

Fluxo de Caixa é onde você vai ter que registar todas as movimentações financeiras da sua empresa e todos os gastos fixos e variáveis que você possui.

Tudo mesmo. Cada centavo. O que entrou e o que saiu.

O controle exato das finanças faz com que você tenha na palma da sua mão o que está acontecendo com seu negócio. Se ele está saudável financeiramente, ou não.

Além disso, vai te ajudar a tomar atitudes para alavancar os lucros ou reverter os prejuízos.

Se não utilizar o Fluxo de Caixa, tudo é achismo. Você acha que está tendo lucro e acha que a empresa está indo bem. Mas será que está mesmo?

Desenvolvendo o hábito de preencher todas as movimentações de maneira correta, você terá um histórico com banco de dados que vão te ajudar a projetar novas estratégias, corrigir os erros e escalar os acertos.

Como Começar

É muito comum que os empresários de pequenas empresas ou aqueles que não se modernizaram ainda utilizem o caderninho para fazer esse relatório.

Mas esse é o pior erro que você pode cometer.

Não é porque seu negócio é pequeno que ele não precisa ser levado a sério. E começando agora da maneira correta, com certeza será mais fácil no futuro.

E quando falamos em planilhas, você pode torcer o nariz imaginando ser algo difícil e complexo, mas hoje em dia já existem opções muito simples para se organizar.

Se você sabe usar um computador ou celular, então também consegue preencher o Fluxo de Caixa de maneira simples, mas que vai te dar relatórios muito completos.

Não acredita? Então, conheça o yampa para descobrir como é fácil!

Esse é um investimento que vale a pena pensando no retorno financeiro que terá a longo prazo.

Mas por que fazer Fluxo de Caixa?

Você pode estar se perguntando "Mas o que faz o Fluxo de Caixa ser tão importante assim? O que eu ganho com isso?"

Nós não estamos falando apenas de uma ferramenta que vai te mostrar quanto tem na conta bancária, quanto vendeu e quanto gastou.

Esse é o mínimo!

O mais importante são os dados que muitas vezes ficam 'escondidos', mas são mais importantes do que o número de vendas.

Afinal, você pode estar vendendo com uma precificação toda errada e quase não tendo lucro. Aí então o Fluxo de Caixa vai te apontar esse erro.

E  esse é apenas um pequeno exemplo dos benefícios. Vamos te mostrar os melhores indicadores para começar a enxergar quando se faz o Fluxo de Caixa de maneira correta.

Vamos lá:

  1. Receita ou Entrada: Aqui é o que efetivamente entrou de grana na sua empresa. Vale lembrar que a entrada é diferente de vendas, afinal algumas vezes você vai vender parcelado e ir recebendo aos poucos. 
  2. Margem de Contribuição: é o valor da receita menos os custos variáveis. Ou seja, é quanto a sua empresa recebe para pagar as despesas fixas e gerar lucro. Este é um dos indicadores mais importantes do seu negócio.
  3. Lucro Operacional: é a diferença entre todas as receitas de vendas, os custos variáveis e as despesas fixas. Ou seja, é o quanto a operação da empresa gerou de resultado.
  4. Resultado Líquido: vai considerar todas as movimentações, inclusive as entradas e saídas não operacionais. Vai te dizer se você gerou caixa ou teve prejuízo no período.
  5. Ponto de Equilíbrio: é o mínimo que a empresa precisa faturar para pagar todas as contas e não ter prejuízo. Ou seja, quando a empresa atinge o Ponto de Equilíbrio, ela não teve lucro, mas também não teve prejuízo. Ficou no zero a zero.

Como pode perceber, o Fluxo de Caixa te dá muitas ferramentas para melhorias, e por isso enfatizamos a importância de fazer isso de forma digital.

Imagine só a quantidade de contas que teriam que ser feitas para ter todos esses números prontos. Seria muito cansativo, não é?

Preciso mesmo deixar o "caderninho"?

Resposta curta e grossa: SIM!

Anotar só por anotar não adianta muita coisa, porque o objetivo do Fluxo de Caixa é você conseguir tomar algumas decisões e atitudes para melhorar a sua gestão financeira. 

Como você já sabe que existem muitos indicadores, fazer tudo isso no papel vai ficar muito difícil para conseguir enxergá-los.

Vamos te mostrar algumas ações mais práticas do dia a dia para te convencer a largar de vez o tal do caderninho.

Dificulta que você negocie com fornecedores

Por acaso você consegue saber facilmente quanto gastou com seus principais fornecedores nos últimos 6 meses? 

Essa informação te dá um grande poder de negociação, uma vez que você pode usar o montante gasto para pedir melhores condições de preços e prazos de pagamento.

Falta de visão gráfica do seu crescimento

Seu caderninho não consegue gerar gráficos e relatórios para que você acompanhe de forma visual o crescimento do seu negócio. 

E para a maioria das pessoas fica muito mais fácil quando transformamos números em gráficos.

Não mostra as porcentagens dos seus principais indicadores

Enxergar seus números em porcentagens e com análises automatizadas, além de fazer você ganhar tempo, te ajuda a pensar mais rapidamente em maneiras de corrigir os erros para alavancar os lucros.

Não te dá clareza

E passar meses e meses sem saber para onde foi o seu dinheiro é muito grave. E vamos ser bem sinceros, qual a chance de você ter um registro histórico para gerar comparativos mês a mês usando um caderninho?

Você sabe quais contas estão melhorando ou quais estão piorando? Então!

Perda de tempo

Tentando ter um Fluxo de Caixa de forma manual faz com que você gaste muito mais tempo com atividades operacionais enquanto poderia estar usando o mesmo tempo para atividades estratégicas, pensando em como fazer seu negócio crescer

A estrutura perfeita para o seu Fluxo de Caixa

Sabendo dos benefícios e como você pode tornar mais fácil o preenchimento desta ferramenta, vamos te mostrar agora qual a estrutura perfeita para o seu Fluxo de Caixa.

(Imagem carrossel explicando cada item)

Modelo ideal de Fluxo de Caixa

E então, vai dar uma chance?

Se você chegou até aqui, conseguiu perceber a importância de ter um Fluxo de Caixa completo no seu negócio e que seja feito por um software de qualidade.

E você pode pensar que fazer essa migração pode dar muito trabalho, mas podemos garantir que é algo simples e que vai te dar muitos retornos a longo prazo.

Poderíamos dizer que até no curto prazo você conseguirá identificar gastos desnecessários e erros de cálculos que vão gerar lucros rapidamente, principalmente analisando suas despesas fixas.

Por isso, comece agora a ter uma gestão financeira profissional na sua empresa.

O Fluxo de Caixa vai ser o seu melhor amigo no futuro!

O que é Polímatas? Polímatas é uma empresa parceira da 4blue. Conhecemos os sócios e seus objetivos. Que em uma única frase é ajudar empreendedores. Ou seja, tem tudo a ver com a nossa missão.

E em parceria, eles escreveram este post que vale muito a leitura =)


Resultado de imagem para empreendedores sucedidosO que você percebe sobre alguns dos empreendedores mais bem-sucedidos do mundo hoje? Eles são as pessoas que obtiveram doutorados nas universidades de elite, com longos anos de estudos acadêmica, para depois abrirem seus negócios? Ou são aqueles que, apesar de serem ávidos aprendizes, vão lhe contar sobre as diferentes formas que aprenderam, as pessoas que conheceram, as experiências que tiveram e os eventos que presenciaram? Quase universalmente, é o último. Não estamos nem falando dos casos mais recorrentes na mídia, como Bill Gates, Mark Zuckerber, Evan Spiegel e cia.

Na Polímatas, nossa rede de empreendedores que trocam conhecimento sobre gestão e negócios, temos conhecidos empreendedores mais “reais” – como um estudante de colegial que descobriu aptidão no poker, juntou uma grana e abriu quatro empresas; ou um artesão que criou uma campanha numa plataforma de crowdfunding com uma cafeteira; ou também um estudante de Direito que resolveu largar a profissão após perceber que o bico que fazia em panfletagem podia virar um negócio.

O que temos percebido é que, quanto maior o tempo gasto aprendendo habilidades práticas que vão realmente ser usadas na vida real, melhor é para o empreendedor e sua empresa – seja lá como ele define sucesso.  Empreendedores precisam, sim, estudar e se treinar. Vamos dar uma olhadinha em algumas das habilidades nós acreditamos que empreendedores, de uma forma geral, precisam desenvolver.

 

Resultado de imagem para falar em público gifFalar em público.

Estar na frente das pessoas para fazer uma apresentação de vendas pode ser uma experiência amedrontadora. Afinal, no momento em que você chegar ao palco, você já trabalhou algumas boas horas em seu produto. Mas as coisas podem ir de mal a pior se você não tiver habilidades para comunicar isso ao público. Entenda: muitas vezes não é apenas o conteúdo da sua apresentação que conta, mas a maneira como você o entrega e sua linguagem corporal que importa. As pessoas são muito mais receptivas a um orador público confiante do que um com baixa entrega, mesmo que tenha algumas ideias realmente boas. Muitas vezes você aprenderá algo sobre a maneira como você fala uma vez que você faz um curso de fala pública. Você pode se gravar para ver como você é em ação, assim poderá refletir e melhor - e você estará perfeitamente posicionado para azer algo sobre todas essas idiossincrasias pessoais que impedem um grande passo.

 

Escrita e composição.

No passado, se você queria criar um negócio, não precisava ter habilidades de escrita altamente desenvolvidas. Mas com o surgimento de SEO e blogs, bem como conteúdo de inbound marketing , ser proficiente tanto na escrita quanto na composição tornou-se essencial.

 

As chances são de que você já tenha alguma habilidade na escrita. Mas a maioria das pessoas não desenvolve essa habilidade muito além do currículo escolar. Depois de muitos anos na vida corporativa, preenchendo planilhas ou trabalhando no varejo, suas habilidades de escrita podem ter se atrofiado significativamente. A escrita é necessária para criar comunicados de imprensa, comunicação com investidores e blogs para seus clientes. Todas essas disciplinas colocam suas habilidades de gramática à prova e, se não estiverem afiadas, você encontrará as pessoas perdendo interesse em sua empresa.

 

Finanças e investimento.

As empresas tratam de gerar receita e obter lucro. Mas, na verdade, administrar toda essa riqueza é um desafio significativo em si mesmo. O primeiro problema que você encontrará é cumprir adequadamente suas contas. A falta de fazer isso pode significar desastre para sua empresa.

 

O outro problema que você enfrentará é onde colocar todo seu dinheiro. Muitas vezes, não é sensato colocá-lo de volta ao negócio e, portanto, aprender sobre o mercado de ações e obter uma educação financeira é uma obrigação para muitos empresários. Muitos empreendedores também enfrentam dificuldades em separar finanças pessoas das empresariais.

 

Empreendedores precisam ser polímatas.

Resultado de imagem para comemoração gifComo empresário, você também terá que passar muito tempo aprendendo sobre branding, marketing, economia e gestão. É por isso que os empreendedores de hoje precisam ser os mais versáteis possíveis – e é esta a bandeira que levantamos: que você precisa ser um polímata. Nosso objetivo é criar ambientes nos quais empreendedores possam se desenvolver.

Nós nos reunimos todas as semanas para falar sobre gestão, negócios e das mais diversas áreas de um negócio. Acesse agora nosso site e veja como você pode fazer parte da nossa rede de polímatas.

 

Criar negócio é uma atividade muito complexa. Você tem que imaginar quais clientes você vai atender, o que eles querem, o que você vai entregar, como e onde, quantos funcionários vai precisar e quanto vai pagar para eles. Isso é só o começo.

 

Você precisa definir sua classificação legal, quantos sócios, onde será a sede, quanto vai pagar de aluguel, quais computadores adquirir e isso continua sendo apenas uma parte.

 

Eu poderia continuar listando aqui centenas de pequenas decisões, mas isso é quase impossível, pois cada tipo de negócio adiciona mais milhares de pequenos itens à grande lista que é ter um negócio. Ao invés disso, quero falar do principal método utilizado para ajudar empreendedores a organizarem novos negócios: O PLANO DE NEGÓCIOS.

 

O Plano de Negócios nada mais é do que um documento contendo todas as premissas de um novo negócio. As informações contidas variam, mas de maneira geral segue-se a estrutura abaixo:

 

  1. Sumário Executivo
  2. Dados Jurídicos/Tributários do Negócio
  3. Descrição do Mercado
  4. Descrição da Oferta
  5. Modelo de Negócio Proposto
  6. Estratégia e Marketing
  7. Definição de Equipe
  8. Plano Financeiro

 

Vamos ver cada um com mais detalhes abaixo, usamos como referência a ferramenta da LUZ para criar seu Plano de Negócio, confira esta ferramenta aqui.

 

  1. Sumário Executivo

 

O sumário executivo é o primeiro item do plano de negócios, mas é feito por último. Ele basicamente é o resumão de todas as informações que vão ser detalhadas ao longo do plano. Ele serve como índice para uma pessoal se encontrar no plano ter uma visão geral do que esta sendo proposto.

 

  1. Dados Jurídicos e Tributários do Negócio

 

Nessa seção, deve-se incluir os dados burocráticos do negócio como classificação, endereço, dados dos sócios, regime tributário entre outros.

 

  1. Descrição do Mercado

 

A primeira área mais estratégica do plano de negócio é a definição de mercado/problema. Basicamente aqui você deve descrever as razões que te fazem acreditar que o mundo precisa da sua oferta. Deve-se expor comportamento que reforcem a sua ideia de negócio e também dados quantitativos no mercado sempre que possível!

 

  1. Descrição do Produto

 

Dado que você tenha encontrado uma mercado que é realmente interessante, você deve expor qual seria a sua oferta para ele. Nesse momento, é interessante demonstrar o alinhamento entre o mercado e oferta, além de demonstrar os recursos necessários para realizá-la.

 

  1. Modelo de Negócio Proposto

 

Na etapa de modelo de negócio, você deve estruturar como o negócio deve funcionar segundo os 9 blocos:

  1. a) Segmento de Clientes
  2. b) Oferta de Valor
  3. c) Canais de Distribuição
  4. d) Relacionamento
  5. e) Fontes de Receita
  6. f) Recursos Chave
  7. g) Atividades Chave
  8. h) Parceiras
  9. i) Estrutura de Custos

 

  1. Estratégia e Marketing

 

Seguindo os dados do seu plano de negócios, você deve provar que conseguirá levar o seu produto até o mercado alvo. Para isso, você vai avaliar seu posicionamento estratégico fazendo os exercícios de Porter, SWOT e marketing mix. O resultado disso será uma estratégia de marketing bem avaliada e proposta em cima de métodos comprovados de gestão!

 

  1. Definição de Equipe

 

As pessoas são sempre o coração de qualquer negócio do MEI às grandes empresas. Uma parte essencial do seu plano vai ser provar que você possui as pessoas corretas, na hora certa, para fazer seu negócio deslanchar de verdade!

 

  1. Plano Financeiro

 

Por fim, mas normalmente a área mais analisada e trabalhosa do plano de negócio, existe o plano financeiro. Nele, tudo que foi definido anteriormente será convertido em números: qual vai ser o faturamento? Como cada produto vai ajudar? Quais são os principais custos e como eles se comportam ao longo do tempo? Quando o negócio fica lucrativo? Qual é o tempo de retorno do investimento? Isso tudo e muito mais!

 

Se você se interessou por montar seu plano de negócios no excel, nossos parceiros da LUZ Planilhas oferecem justamente essa planilha utilizada no post já pronta para uso! A qualidade do produto é excelente e recomendamos. Para baixar uma versão demonstrativa é só clicar aqui!

EMPREENDER

TINHA UMA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO...

Ai ai... Aleks aqui, sócio da 4blue!

E o post de hoje será um pouco diferente, será mais uma “conversa” do que propriamente um texto de livro, rs.

Empreender é fantástico não acha? 

Se você empreende, já sabe disso! Empreender é coisa

mais maravilhosa do mundo, afinal você:

Ahhhhhhhhhhhh

Empreender é fantástico mesmo!😍😍

Esqueci de algo nos tópicos acima? Comenta lá embaixo pra gente ir editando aqui. Sempre que alguém escrever estas “facilidades” de empreender, nós atualizaremos o post =D

 

Mas vamos falar sério?

Empreender é coisa do capeta (desculpe os religiosos, mas não estou usando em vão esta palavra).

Empreender é uma das atividades mais difíceis, estressantes e complexas.

E ainda vem gente dizer que “o empreendedor” é protegido pelo governo.

Mas vamos lá, não podemos ficar lamentando. Empreender é difícil para todos, para mim, para você e para seu concorrente.

E existem algumas coisas que podemos e devemos fazer que nos facilita em todas estas dificuldades do dia a dia.

O que fazer para superar AS PEDRAS no meio do caminho?

A primeira coisa é ter 1% de lamentação (como o início deste post) e 99% de foco! Alegria em passar por cima disso tudo e conquistar seus objetivos!

Segunda coisa mais importante é você ter o mínimo de ações administrativas e estratégias para seu negócio!

Digo o mínimo para começar e depois ir aprimorando!

Vou compartilhar o que fazemos aqui na 4blue que eu acho que mais da certo para superarmos nossos desafios e obstáculos.

 

1ª AtividadeFoco nas atividades estratégicas!

Fazemos reuniões semanais para acompanhamento das atividades estratégicas (eu e o Renan, os sócios da empresa)

Entenda que são atividades estratégicas. Não “ir na prefeitura”. Você como sócio de uma empresa precisa ter atividades estratégicas.

Se você ficar apenas apagando incêndio sua empresa pode não pegar fogo, mas será difícil crescer.

Tatue em sua testa! O que faz uma empresa crescer são atividades estratégicas e não operacionais!

Aí vem a importância das atividades operacionais, que vem em nossa segunda ação.

Link: Ferramenta para Execução de Projetos Estratégicos

2ª Atividade: Otimize suas açõ

Ter bem claro quais são as ações para atingir as metas!

Não interessa se você trabalhar 10h ou 14h por dia, o que interessa é se as ações que você faz neste período estão ligadas as estratégias e consequentemente voltadas para fazer sua empresa crescer.

Pode ter certeza que alguém trabalhar 6h focados nas ações estratégicas dará mais resultado do que alguém que trabalha 14h apagando incêndio.

Desta forma, nós aqui sempre nos perguntamos “Esta ação está direcionada para fazer a 4blue crescer e está dentro da estratégia?” Se sim, continua, se não, abandona ou coloca em ideias futuras, mas não é o momento agora!

Saindo desta parte mais estratégica do negócio vem as duas ações mais importantes ao meu ver, que muitas vezes são vistas como “opostas”, mas nós aqui acreditamos que andam juntas.

 

3ª Atividade: Foco em Vendas e Gestão Financeira!

O ponto é. Não adianta vender muito, se você não souber gerenciar, não souber se o preço está certo e por aí vai!

Se fizer isso, você fará mais dinheiro entrar na empresa e ao mesmo tempo mais dinheiro sair!

E da mesma forma não adianta saber gerenciar o dinheiro, se não entrar dinheiro!

Mas não é questão de priorizar um ou outro e sim de trabalhar juntos!

Semanalmente avaliamos indicadores de vendas e finanças.

Eu disse semanalmente!

Sabe por quê?

Porque se tiver algo errado, a correção é rápida, ações são aplicadas e voltamos para o caminho o quanto antes!

- “Ahhh mas Aleks, pelo visto vocês perdem muito tempo com reuniões e ver isso e aquilo”

- Na verdade meu caro, quem perde tempo é quem não faz isso. Que demanda esforço para coisas que não estão dando certo. Além de perder tempo não fazendo este acompanhamento, perde-se dinheiro.

E, além disso, levamos cerca de 2 a 3h no máximo por semana para fazer tudo isso!

Acho que investir 2 a 3h por semana para analisar as estratégias, ações e indicadores é mais do que suficiente para ter uma gestão minimamente focada nos resultados!

Nós da 4blue podemos te ajudar imensamente a fazer a sua gestão financeira ser prática e estratégica ao mesmo tempo.

Clique nas imagens abaixo e acesse nossos Materiais Gratuitos e também a página de inscrição do Curso Grátis de Gestão Financeira!

Não deixe para depois, o que pode transformar a realidade do seu negócio hoje!

Grande abraço!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

precificacao-para-produtosOpa, tema complexo, principalmente porque dentro da precificação existem dois lados. O lado de mercado, ou seja, o quanto as pessoas estão dispostas a pagar, quanto de valor é agregado e etc.

E o lado interno, ou seja, quanto a empresa deve cobrar para ela ter lucro e consequentemente valer a pena e não cair na velha e atual frase “pagar para trabalhar”.

Bem, nosso foco neste artigo é sobre a parte interna, então vamos falar exclusivamente sobre como calcular o preço de um produto na visão financeira, mostrando passo a passo.

(Fique tranquilo que vou comentar lá no fim caso o preço interno esteja longe do preço de mercado, mas acompanhe tudo)

Tenha certeza que se seu preço estiver errado, você estará próximo do fracasso, afinal, mesmo com muitas vendas, se o preço estiver errado as contas não irão fechar.

Preparados?

Vamos abordar a precificação em 5 passos.

Nesta ferramenta que temos, ela faz todos os passos de forma automática, mas é extremamente importante você entender o processo. Deixa ela aberta em outra aba e depois veja o vídeo que explicamos a planilha =)

Antes de entender os passos, é necessário saber a fórmula da precificação. É uma fórmula simples, mas que se não usada as informações corretas gera um grande problema.

PV = CV x Markup

Vamos para um exemplo que ficará bem claro.

Você vende camiseta. Você a compra por R$15,00 e não tem nenhum outro custo variável. Por quanto você pode vender esta camiseta?

A velha fórmula mágica é o famoso “multiplica por 2”. Que seria o nosso Markup.

Então seu preço de vendas seria PV = 15 x 2, então você venderia por R$30,00.

É um preço bom? Justo? Eu realmente não sei, porque foi tudo no chute. E, infelizmente, é o que normalmente é feito.

É o famoso “100% de lucro”, entenda neste artigo que você jamais terá 100% de lucro. Jamais... nunquinha.

Bem, mas vamos seguir os passos deste mesmo exemplo pra saber se podemos ou não cobrar R$ 30,00?

O objetivo dos 5 passos é você colocar no seu preço final todos os custos que existem na empresa e repassar de forma correta e justa para seu cliente. Caso contrário, quem vai pagar a conta é você no final.

E quem tem que pagar esta conta é justamente o seu cliente.

 

1º Passo

Saiba exatamente quais são suas despesas fixas e investimentos fixos. Se você ainda não sabe diferenciar Despesa Fixa com Variáveis, veja neste artigo.

Mas em resumo, despesa fixa é o que faz parte da estrutura da empresa: aluguel, luz, salários, pró-labore, contador, etc.

Investimentos Fixos são aqueles que já fazem parte e não tem como fugir, por exemplo a prestação de uma máquina que você terá que pagar por mais 60 meses. Neste momento não entra investimentos em Mkt, por exemplo.

Então para finalizar este passo. Chegue ao número de Despesa Fixa + Investimento Fixo (lembre-se de sempre pegar um valor médio, de preferência de pelo menos 6 meses ou mais).

Ps: Mas e as contas sazonais? Como o 13º? É para considerar também. Nestes casos, pegue o valor total do ano, divida por 12 e considere este valor nas despesas fixas =)

Acabou? Ainda não. Precisamos encontrar o Percentual da Despesa Fixa (%DF).

Oi?? Han?

Calma, calma, o %DF nada mais é do que a Despesa Fixa dividida pelo Faturamento. Usaremos esta informação em nosso Markup (4º Passo). Para entender o porquê disso, iremos ratear as despesas fixas para cada produto de forma proporcional.

Então cada produto que você vende, irá pagar um pouco da despesa fixa. Faz sentido né?

Então vamos para um exemplo. Imagine que esta empresa tem os dados abaixo.

Ou seja, apenas as despesas fixas representam 30% do faturamento da empresa. Anote este dado.

 

2º Passo

É hora de descobrirmos os custos variáveis diretos do produto. Imagine que você venda camiseta mesmo. Custo variável direto seria o custo desta camiseta mais a embalagem dela, por exemplo.

Vamos supor que você pagou R$15,00 para esta camiseta, você já sabe que está camiseta vai lhe custar R$15,00 de variável, independente de qual preço você venda, seu custo será 15,00.

Aqui você precisa listar o Custo Variável de todos os produtos (ou dos principais, caso você tenha muuuuitos produtos).

Camiseta A – 15,00

Camiseta B – 22,00

Camiseta C – 18,00

Etc

Combinado?

 

3º Passo

Encontrar os percentuais que fazem parte da sua venda. Usaremos estes percentuais em nosso Markup.

E quais são estes percentuais?

Imposto sobre Venda; Comissão, Taxa de Cartão, etc

E ainda, o % de Lucro que você deseja ter em cada venda e o % de investimento também. Este investimento não é obrigatório, mas é importante ter, seria justamente a reserva que a empresa deveria fazer para futuros investimentos e não ser “pego de surpresa”.

Vamos para um exemplo prático?

Imposto: 8%

Comissão: 10%

Taxa de Cartão: 3% (mesmo que nem todos paguem com cartão, é importante considerar, caso a pessoa não pague com cartão estes 3% se torna parte do lucro para a empresa)

Lucro Desejado: 20%

Investimento: 5%

Vamos fazer a Soma dos %? Soma dos % = 8% + 10% + 3+ 20% + 5%

Portanto = 46%

Pronto, os percentuais já estão prontos e finalizados, agora é guardar ele que você já vai entender =)

 

4º Passo

Bora encontrar nosso Markup? Talvez a parte mais chatinha, que tem uma fórmula feia. Mas é extremamente importante e indispensável se você quiser ter algo sólido. Vamos ver se o nosso Markup neste exemplo deveria ser 2,00 mesmo? Ou mais, ou menos?

Antes de tudo, precisamos entender a fórmula do Markup e notar que ela é “feia”, mas facinho de calcular.

Fórmula Markup Precificação

Bem, aqui já temos a resposta se multiplicar por “2,00” já seria o suficiente. O nosso Markup correto, para pagar todas as contas e ter 20% de lucro deve ser de 4,167.

Agora fica fácil o 5º e último passo

 

5º Passo

Agora basta jogar na fórmula =)

PV = CV x Markup

Camiseta A

PV = 15,00 x 4,167 = R$62,51 (e não os R$30,00 que fizemos antes dos passos)

Camiseta B

PV = 22,00 x 4,167 = R$91,67

Camiseta C

PV = 18,00 x 4,167 = R$75,01

É claro que você pode dar as “arredondadas” básicas, tipo, R$59,90; R$89,90 e R$74,90, mas saiba que seu lucro de 20% foi um pouco corroído com isso.

 

Duas preocupações podem passar pela sua cabeça agora

1ª Preocupação

É muita conta, muito complexo e muito cálculo. Concordo, mas este é o correto. Fazendo da forma simples você estaria cobrando R$30,00 e não R$61,00 e isso possivelmente acabaria com seu negócio.

E para facilitar isso tudo, nós temos uma ferramenta, que faz toda esta complexidade ser algo extremamente simples, confira aqui.

 

2ª Preocupação

Está muito caro, meus concorrentes com camisetas similares tem um valor menor. Temos duas coisas para analisar

  1. Será que ele está cobrando o preço certo? Quem sabe ele quebra em pouco tempo por estar com um preço totalmente errado.
  2. Outra coisa. Será que sua estrutura está muito grande? Ou você está vendendo muito pouco? Ou ainda será que você colocou um % de lucro muito alto? Se sua Despesa Fixa é muito alta ou se seu Faturamento é muito baixo, isso impacta diretamente em seu preço. Vamos ver no tópico abaixo como trabalhar com isso

Lembre-se dos passos. Cada uma daquelas etapas impacta no seu preço. Se a estrutura fixa diminuir, o %DF diminui e consequentemente seu Markup reduz.

Se você negociar melhor com fornecedor e diminuir o Custo Variável, vai melhorar o preço.

O ponto é. Agora você sabe exatamente o preço que deve cobrar e como trabalhar em cima deles.

Você só não pode simplesmente reduzir o preço apenas por reduzir, caso faça isso, terá problemas.

 

Como uma Ferramenta pode salvar sua vida =)

Caso você tenha alguma dúvida, deixe nos comentários ou envie um WhatsApp para nós (41) 9-9117-8220.

Adquira a planilha aqui. Ela fará todo este trabalho pesado pra você =)

Grandeeee abraço!

Aleksander Avalca

aleks-2

 

importante Esta é uma questão muito, muito, mas muitoooo importante. A não separação do dinheiro pode tranquilamente acabar com seu negócio.

Você pode estar boicotando sua própria empresa fazendo isso.

Muitos pequenos empresários começam uma empresa sem nenhum tipo de separação de dinheiro, ou seja, precisa ir no mercado fazer compra pra casa, usa-se dinheiro da empresa.

Muitos argumentos são:

“A empresa é minha, então o dinheiro é meu”

“Ahh não tenho salário, então eu tenho que fazer isso”             

“Pra que dividir, eu tenho controle sobre tudo”

E por aí vai...

 

Mas qual é o grande problema afinal de contas, em não separar o dinheiro?

planejamento-do-dinheiroPrimeiro que você (sócio) e a empresa ficam sem nenhum tipo de planejamento, ou seja, se seu carro quebrar neste mês e você usar mais dinheiro da empresa, este gasto a mais nunca foi planejado.

Além disso, você como pessoa acha que nunca recebeu um salário, isso porque você nunca vê a cor do dinheiro, só usa o cartão da empresa e não tem a sensação de salário recebido.

Pense nesta história, será que não acontece com você?

Atendemos uma empresa em 2012 que o dono falava que nunca tinha recebido o seu pró-labore (salário dos sócios), ficamos um mês anotando todos os gastos pessoais com dinheiro da empresa e anotamos tudo como pró-labore.

Sabe quanto ele retirou apenas aquele mês, sem perceber? R$12 mil reais.

Perceba que é exatamente o que escrevi acima, a empresa nem esperava que iria sair 17mil e ele como sócio não sabia que tinha tirado isso tudo, pra ele, ele nunca tinha retirado um salário.

 

Agora por que isso pode quebrar uma empresa?

empresa-quebradaNeste caso específico, o faturamento da empresa era cerca de 35mil, ou seja, mais de 1/3 estava indo para o sócio, sendo que a empresa não era lucrativa.

Eu contei um caso bem resumidamente, mas é realmente isso que acontece com muitos e muitos empresários.

Por exemplo, aqui na 4blue, os sócios tem o salário definido e recebem exatamente no mesmo dia todos os meses.

Com isso a empresa sabe todos os meses quais são os custos, conseguimos fazer um planejamento financeiro mais preciso, mais sólido e não somos pegos de surpresa.

Já para os sócios (eu Aleks, sou um deles), sei exatamente o quanto vai entrar e sei exatamente o que posso fazer ou não da minha vida.

Se algo acontece no mês, eu tenho que me virar com isso ou com a minha reserva e investimentos pessoais.

A gente sempre fala muito de pensar como grande e pensar como pequena empresa.

Misturar o dinheiro é muito pensar como pequena empresa, você não vai encontrar nenhuma grande empresa que faça isso.

Então, vai continuar pensando como pequena empresa?

 

Ok Aleks, estou convencido, como mudar a minha realidade?

Bem, o processo não é fácil e simples, sabemos disso, pois a empresa provavelmente já deve estar em um ciclo e acostumado de forma errada.

Então vou passar algumas dicas de como conseguir em 3 meses estar retirando um pró-labore fixo, bora lá?

  1. Se você ainda não tem uma conta jurídica, este é o primeiro passo. Mesmo com taxas a mais, pode ter certeza que vale a pena, é uma das melhores formas de começar.
  2. A partir de agora, anote todos os seus gastos pessoais como pró-labore em seus controles (se você ainda não tem controle, veja este post)
  3. Ao final do 1º mês faça uma análise do quanto você retirou de pró-labore sem “perceber”. Nesta análise pense em:
    1. A empresa pode realmente lhe pagar tudo isso? Uma coisa é o quanto você como sócio quer retirar, outra é o quanto a empresa pode pagar.
    2. Agora que você sabe o valor, faça uma programação de retirada semanal do valor. Por exemplo, se deu 7mil, mas você percebe que não da pra ser isso e quer retirar 4mil. Faça uma programação para retirar 1000,00 por semana no 2º mês
    3. Importante! Tente não falhar neste processo, retire apenas uma vez por semana. Se tiver uma semana que vai precisar de mais dinheiro é preferível você fazer uma retirada maior e na semana seguinte uma menor, do que retirar duas vezes na semana. Programe-se, é possível =)
  4. Ao final do 2º mês faça uma nova análise sobre como foi. O valor é suficiente para você? A empresa pode arcar com isso. Lembre-se sempre, você deve retirar o que a empresa pode pagar, não o que você gostaria de receber. Isso para não boicotar a própria empresa.
  5. Agora faça um planejamento para retirar duas vezes por mês, se achar que já é possível uma vez, ótimo, mas o mínimo é que você retire apenas duas vezes. Combinado?

Você pode se perguntar uma coisa comum.

Mas Aleks, e se um mês tiver prejuízo? A 4blue já teve mês com prejuízo, é normal para qualquer negócio, mas mesmo assim eu e Renan recebemos normalmente aquele mês, por que isso?

Porque assim como os funcionários, nós temos que receber. E nos meses com prejuízo usamos o saldo da empresa, que já era positivo. É por isso que sempre reforçamos a importância de se ter saldo na empresa.

E o que você achou disso tudo? Acha que é possível fazer isso para a sua empresa? Conseguirá mudar esta realidade?

Eu aconselho muito você ler também este post sobre o Guia Definitivo de Fluxo de Caixa, além de ser algo extremamente importante para a empresa, ter um fluxo de caixa ajuda a saber o quanto você pode retirar como pró-labore ou não

Veja o vídeo abaixo que comento sobre como saber o quanto você pode retirar analisando o Fluxo de Caixa.

 

aleks-2Escrito por Aleksander Avalca, sócio da 4blue, adora tomar uma cerveja gelada, jogar basquete (apesar de não fazer isso faz tempo devido a constantes contusões, rs) e  viajar por aí =)

 

 

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