Ser empresário não é fácil não, meu amigo e minha amiga..

AH, MAS É ÓBVIO!

Estamos falando aqui o óbvio para chegar no que é mais óbvio ainda, mais muita gente foge quando vira empresário, que é sair da zona de conforto.

Abrir uma empresa e ser gestor do seu negócio é complexo, é complicado, envolve uma série de conhecimentos, uma série de habilidades, informações e experiências que, muitas vezes, a gente não tem.

Quando os sócios Renan e Aleks abriram a 4blue em 2009, eles tinham apenas seus vinte e poucos anos e nada dessa bagagem. Tiveram que aprender na marra e, OBVIAMENTE, fazer coisas nesse processo que não gostavam.

É muito comum esse quadro acontecer dentro de um cenário empresarial:

A pessoa deixa de fazer o que precisa porque não gosta ou não tem facilidade com aquela tarefa e foca apenas no que gosta, aquilo que é confortável, gostosinho e por aí vai.

Mas se o que eu falei no começo é tão óbvio, deveria ser óbvio também que um negócio não é feito apenas do que gostamos.

Você deve acompanhar notícias de pequenas empresas por aí: mais da metade quebra em menos de 2 anos; quando vai para 5 anos, esse dado aumenta drasticamente, e muitas que sobrevivem por mais de 5 anos, às vezes, só sobrevivem mesmo, estão até inativas.

Por que algumas empresas dão tão certo e algumas dão tão errado?

Fazer o que é fácil, o que está na área de conforto, é você ficar na média.

Ficar na média significa que você não vai crescer, não vai evoluir, não vai ser melhor.

Às vezes, ouvimos as pessoas reclamarem: Ah, minha concorrência faz isso, minha concorrência faz aquilo…  E você está fazendo o que? NADA!

Reflita nessa pergunta: será que você está fazendo aquilo que deveria ser feito como um empresário de verdade?

Gerir uma empresa significa cuidar muito bem do dinheiro dela, cuidar muito bem das pessoas que trabalham lá…

“Ah, meus funcionários são horríveis”

Culpa de quem? De quem contratou, de quem fez o processo seletivo, de quem não deu o treinamento, não deu um processo para eles seguirem.

Agora, se você fez tudo isso e não tem jeito, seu funcionário é ruim, demite e contrata outro… ASSUMA A RESPONSABILIDADE DO SEU NEGÓCIO SEMPRE.

Quando você joga para os outros a culpa dos problemas que acontecem dentro da sua empresa, você fica sentado esperando, na zona de conforto.

Quando você assume a responsabilidade, sai da zona de conforto e cria sua própria realidade.

Suas ações têm levado você cada vez mais pra dentro ou pra fora da zona de conforto?

Um exemplo aqui na própria 4blue.

Sempre fomos muito bons em números, em estratégias, em dinheiro, em gestão do dinheiro… mas a gente nunca foi muito bom em Marketing.

Obviamente porque não era a nossa habilidade, não era fácil para a gente.

Desde 2012 mais ou menos, investimos constantemente em treinamento, capacitação e pessoas (porque não é só você que vai fazer o que precisa ser feito, você não consegue fazer sozinho, precisa de alguém capacitado ou capacitar alguém da sua equipe pessoa. Seu papel é acompanhar e gerir o que ela fizer dentro da sua área).

Saber quando é hora de reunir reforços também é ser empresário, ser Gestor, faz parte e é desafiador.

Mas é extremamente gostoso quando você perceber os resultados acontecerem automaticamente.

Não tenha medo de sair da sua zona de conforto. Tema ser engolido por não saber como crescer.

Plante inspiração na sua empresa e você colherá colaboradores maduros.


Por Felipe Charão - Consultor 4blue

Pessoas deveriam vir com um manual de instruções!

Olha que maravilha seria.

Quando fosse casar com alguém, no noivado mesmo, você receberia o manual do seu futuro cônjuge.

Poderia estudar atentamente, faria uma prova (sim, tem que ter avaliação pros pais do moço ou da moça ficarem tranquilos de que você entendeu tudinho)...

Você poderia testar se o manual funcionava mesmo... aprendia a consertar as peças com defeitos. E pronto! Aí vocês estariam prontos pra casar e serem felizes para sempre.

Como um filme da Disney.

Mas infelizmente não é assim, né?!

Ou será que é?

E se eu te dissesse que, cada vez, mais a psicologia cognitiva mostra que o comportamento humano obedece a certos "padrões".

E se eu te dissesse que tem pessoas destrinchando tão a fundo cada mecanismo do comportamento humano que chega a ser assustador.

Ao longo de de 20 anos administrando empresas, já perdi a conta de quantos livros li sobre gestão de pessoas.

Resolvi resumir aqui algumas diretrizes para facilitar seu trabalho.

Já tive vontade de esganar colaboradores. E perdi o meu sono de raiva. Já fui xingado. Já perdi pessoas que simplesmente viraram as costas e foram embora e eu nunca entendi o motivo.

Mas em cada caso, eu aprendi algo. Cada dor me deixou uma marca.

E ao invés de mudar o mundo, achei mais prudente mudar a mim mesmo.

E mudei.

Hoje levo gestão de pessoas muito a sério. Tenho princípios (como um manual) para mim mesmo.

Não quero manipular ninguém, muito pelo contrário... Apresento este manual para todos da equipe e peço para eles me dizerem se, um dia, eu ferir algum dos princípios escritos alí.

São os princípios de liderança coletados ao longo de uma vida de estudo.

E que agora vou compartilhar com você no formato de:

O Guia mais Prático da Liderança que Inspira (e forma equipes de alto desempenho)

Se importe de verdade com cada colaborador. Essa é a regra número 1 do líder. Quebre esta regra e todo o resto estará quebrado.

Elogie com o coração. Equipes de alto desempenho recebem feedback positivos x de melhoria numa proporção de 3 para 1. Torne-se apreciativo (de forma genuína). E verbalize.

Melhore todo dia sua capacidade de ouvir. Parta do pressuposto que você não sabe ouvir. Coloque-se no lugar do outro. Seja um “aprendedor” ao invés de um “conhecedor”. Durante 30 dias, se disponha a fazer com que 50% de tudo que você fale, termine com um “ponto de interrogação”. Um “conhecedor” parte do pressuposto que ele tem as respostas. Um “aprendedor” admite que não tem, mesmo que tenha muita experiência.

Seja inclusivo, faça participar, ouça a opinião e, progressivamente, treine a capacidade dos colaboradores de discutir com mais inteligência (expor ideias com base em fatos, em experimentos, de se comunicar de forma madura). Ex: “temos um problema. Nós cometemos esse erro… o que podemos fazer para não acontecer mais…"

Incentive a opinião contrária. Valorize discussões que te deixam desconfortável por colocarem o dedo na ferida. Pessoas com divergência de opiniões, mas compatibilidade de valores: esse é o segredo.

Crie continuamente um senso de missão. Mostre o caminho. Repita sempre a visão. Repita, repita, repita. Mostre como o trabalho da pessoa está construindo esse futuro (ex: "não são tijolos um em cima do outro, é uma universidade”).

Melhore todo dia um pouco sua capacidade de inspirar pessoas. Dedique energia a isso (isso importa!). Não deixe os pequenos problemas do dia-a-dia drenarem toda sua energia e atenção. Supere a irritação.

Trabalhe sempre num desafio (ao chegar numa área pergunte: qual é o desafio que estamos enfrentando?). Nenhuma área da empresa deve estar trabalhando sem um desafio. Ensine sempre a enorme importância de fugir da zona de conforto.

Comece com metas e condições alvos bem próximas (de preferência no nível do processo). Um desafio grande demais desmotiva. Um pequeno demais enfraquece. Melhore todo dia um pouco sua capacidade de criar desafios na medida certa.

Despersonalize o problema. Parta do pressuposto que o problema está no processo e não na pessoa. Quando as pessoas não se sentem acusadas a inteligência delas fica livre para focar na solução do problema. Para mim, o erro é quase sempre da "empresa".

Se depois de investigar o processo a fundo você encontrar uma falha humana, dê um feedback honesto, objetivo, mas sem corroer a autoconfiança de quem errou. Coloque-a em estado de alerta, explique a gravidade. Mas termine mostrando sua confiança de que ela não irá cometer de novo aquele erro.

Disciplina fortalece. Deixe claro os limites. Não abra precedentes. Evite fazer favores ou pedir favores. (ex: “não use a impressora da empresa para algo pessoal. Se for preciso faltar, reponha o horário".)

Estabeleça uma relação profissional. A intimidade com profissionalismo só é possível entre pessoas extremamente maduras. Claro que existem... a 4blue é um exemplo disso. Mas preste atenção a sinais de que há falta de maturidade com excesso de intimidade.

Não coloque pessoas na defensiva. Para realmente ouvir, entender e resolver problemas, pessoas devem estar receptivas. Não bata boca, nem deixe baterem.

Elogie e promova pessoas que são as primeiras a admitir a responsabilidade por uma falha (e dê o exemplo nisso). Só tem poder de resolver um problema quem se apropria 100% dele.

Ideias e conhecimento podem mudar o mundo. Elas podem ter um profundo impacto nas pessoas e transformar para sempre sua vidas. Nada tem mais poder do que uma ideia cujo tempo chegou. Por isso, valorize e promova quem investe continuamente em estudo. Estas são as pessoas com mais ideias e mais conhecimento.

Não basta ensinar. É preciso ensinar a ensinar. Não basta liderar, é preciso garantir que novos líderes estão sempre sendo formados. Você deve se comprometer com sustentabilidade da sua empresa.

Meta a mão na massa diariamente (de forma sagrada). Vá até o local de trabalho e observe. Todos os dias! Não gerencie a partir da tela de um computador. Veja os problemas reais enfrentado por pessoas reais. Vá e veja. Só quem executa um trabalho (claro... não precisa ser o dia inteiro), entende as reais dificuldades.

Aprenda a investigar os problemas nas suas causas raízes. Procure primeiro entender a fundo a situação antes de mover um dedo. Temos uma enorme tendência de partir para soluções cedo demais, sem realmente ter entendido os motivos do problema. Pergunte, pergunte, pergunte até se saciar com a resposta e ter aquele momento "eureka... agora entendi mesmo o que aconteceu".

Permita que as pessoas errem! Só aprendemos na prática. Assuma (agora mesmo) que você é (provavelmente) um controlador-maníaco. Isso dificulta o processo de coaching e desenvolvimento de novas pessoas. (É claro, deixe que eles cometam erros que não irão prejudicar diretamente o cliente)... Crie ambientes controlados para testes para minimizar o impacto dos erros. Mas elogie quem arriscou e errou.

Sempre que possível, pare TUDO quando houver um problema um pouco mais sério. Pare tudo! Isto, se chama "andon". Envolva toda a equipe (necessária) e investiguem juntos. Manter-se sempre em movimento impede você de enxergar com clareza. Aprenda a parar e direcionar todo seu FOCO para um problema de cada vez. Sei que é contra-intuitivo, mas: vá devagar para ir mais rápido.

Não faça listas de problemas e vá ticando. Isso dá uma falsa sensação de melhoria. Identifique o que realmente precisa mudar, o que realmente é prioritário. E depois que você mudar isso, tudo ao redor pode mudar. Listas de problemas ticados vão contra a sabedoria da experimentação de fator único e perdemos a compreensão das cadeias de causa e efeito.

Touch it once (toque apenas uma vez). Faça tudo como se fosse a última vez. Ou seja, faça de uma forma que da próxima vez não seja você!! Por onde você passar, o que você fizer, você vai organizando, documentando, filmando, ensinando, de forma a existir um passo a passo absolutamente claro e cristalino para a próxima pessoa que passar por essa situação.

Parta do pressuposto que nosso cérebro não foi configurado para tomar boas decisões. Muito, muito cuidado com o viés de confirmação. Desconfie das suas decisões (sem se auto-recriminar), mas depois de muito pensar com cuidado, aja com determinação.

Assuma que você é precipitado (assuma mesmo). E se comprometa seriamente a mudar isto.

Decida lentamente, implemente com rapidez. Isso é uma técnica chamada “nemawashi” e com ela você:

Tome decisões sempre pensando em como padronizar. Ou seja, em como beneficiar todas as futuras pessoas que executarão aquela ação com uma forma mais eficiente de trabalhar.

Tome decisões sempre fugindo do retrabalho. Se pode dar problema, dará. Lembre da Lei de Murphy e evite retrabalhos no futuro. Qual a maneira mais segura, mais definitiva, mais estável, mais resistente, mais duradoura de fazer isso agora? E também: mais a prova de erro?

Como incentivar corretamente sua equipe a crescer.

 

O que uma criança, um cachorro e um funcionário tem em comum?

 

(Vou usar uma metáfora para esse tema e peço que isso não seja visto como algo ofensivo, ok?)

 

O comportamento de uma criança ou de um cachorro está atrelado diretamente à educação que ele recebe.

Quem tem filho sabe como é…

Principalmente quando estão no começo da vida, eles testam limites.

Se você não for firme, provavelmente terá uma criança que não se comporta bem ou que será difícil de controlar.

 

A mesma coisa com bichinhos de estimação.

 

Eles só passam a entender exatamente o que queremos deles quando somos incisivos.

Às vezes cansa porque temos levar a persistência ao extremo. Mas se você desistir no meio do caminho, já era. Ele será o dono da casa e vai dominar o seu sofá.

 

O que eu quis dizer com isso?

 

Seres vivos adotam padrões de comportamento de acordo com estímulos e incentivos recebidos.

Assim como educar uma criança ou um cachorro exige sua atenção ao tipos de incentivos que você oferece, para educar um funcionário dentro de sua empresa não é diferente.

 

Sem estimular e oferecer incentivos corretos, é muito provável que ele jamais coopere da maneira como você deseja.

 

A questão que eu quero que você preste atenção aqui é:

 

Se você, que é dono da empresa, não respeita o próprio dinheiro, como você espera que seu funcionário vá respeitar o dinheiro que nem é dele?

Se ele vê que você, como dono da empresa, desperdiça recursos, não tem controle financeiro, não sabe direito o que acontece, o funcionário não terá o cuidado e atenção que você  gostaria porque ele sente que o próprio dono não respeita o negócio.

 

E tudo aquilo que fazemos ou deixamos de fazer cria uma CULTURA, seja para o seu filho, para seu cachorro ou seu funcionário.

Quando você respeita seu dinheiro, economiza recursos, atende bem um cliente, você está criando uma cultura dentro da sua empresa.

 

As coisas que deixamos de fazer também influencia nessa cultura.

Quando um funcionário falta e o outro vê que ninguém faz nada a respeito, a sua “inação” também impacta no sua cultura empresarial.

 

Pare para pensar no que você tem feito ou deixado de fazer hoje da sua empresa.

Em como suas condutas podem estar afetando seus funcionários, tanto para o bem quanto para o mal.

Às vezes, você está mal educando seu funcionário sem perceber.

 

Se você quer que sua equipe seja comprometida com seu negócio, mude padrões, condutas e estímulos que farão seus colaboradores mudarem também a forma como eles reagem dentro da sua empresa.

Seus funcionários são um dos seus ativos mais valiosos.  E quanto mais eles estiverem alinhados a sua cultura, mais valioso será o seu negócio.

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