5 lições de empreendedorismo do vocalista do Iron Maiden

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29 de janeiro de 2014

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(tempo de leitura: 3,5 min | por Stephanie Hering)

O vocalista da banda Iron Maiden, Bruce Dickinson, abriu os magistrais da Campus Party (28/01/14). Dickinson, que também é piloto de avião, dono da Cardiff Aviation, empresa de manutenção de aeronaves, e empreendedor na escola de formação Real World Aviation, deu dicas sobre empreendedorismo para os campuseiros e também contou algumas de suas experiências pessoais.

O Canaltech esteve presente na palestra e separou algumas das dicas que Bruce deu. Confira:

É preciso se destacar

Com auxílio do telão, Bruce mostou uma foto de um show do Iron Maiden e disse que as pessoas que o assistiam não eram só seus fãs, mas também consumidores. Segundo o empresário, isso pode ser ruim se você não souber administrar seu negócio. "Odeio clientes, porque eles têm escolha e eles podem ir para outro lugar", explica.

Dickinson ainda comparou empreendedores com peixes e tubarões. "O mundo dos negócios é igual à vida no oceano. Peixe tem guelras, eles conseguem ficar na água e respirar tranquilamente, nadando sem pressa. Tubarões, por outro lado, não tem guelras, eles precisam se mover, do contrário eles se afogam. Quanto mais se mexem, maiores ficam e precisam comer. O que eles comem?", questiona. "O peixe, que estava lá parado. Esse é o mundo dos negócios, quer você goste ou não. Se você ficar parado, alguém vai te comer", afirma.

Valor e relacionamento com o cliente

Para não ser engolido pela concorrência, Bruce acredita que é preciso criar valor para o que você está oferecendo, seja uma ideia, serviço ou um produto. Segundo o palestrante, trata-se de apresentar algo "único e especial" e poder dizer "eu criei isso".

Ao criar valor, ainda de acordo com o palestrante, você passa a vender não mais um item, mas está vendendo relacionamento, o que gera confiança. Para ilustrar, Dickinson deu o exemplo de um um cliente que, ao comprar um carro e dirigir com ele pela primeira vez, perdeu uma porta. "A fabricante provavelmente vai oferecer um carro novo, mas o consumidor não vai mais querer aquele modelo. Ele vai pensar 'O que vai cair da próxima vez? O motor?'".

Exemplo maior disso é, segundo Bruce, a Apple. "Quando começaram, tinham mais do que fãs. Era uma religião. Você não comprava um Mac, se juntava ao culto". Segurando uma almofada da poltrona do palco, o vocalista do Iron Maiden lembrou como era ter um Mac no começo e o burburinho que isso causava. "As pessoas passavam, viam o Mac naquele estojo bonito e perguntavam 'Isso é umMac?' e eu respondia: 'Você quer carregar?'", conta.

Mas como lembra Dickinson, muitos impérios acabam ou perdem força. A própria Apple tem disputado fãs cada vez mais com a Samsung, principalmente quando não agrada com uma novidade, como o design ou um aplicativo que não deu certo (vide Apple Maps).

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Pensando fora da caixa

Muito se fala em pensar fora da caixa. Mas nem sempre isso presume algo novo. Usando novamente o telão, Dickinson mostrou um modelo antigo de celular da Nokia, conhecido aqui como o famoso "tijolão". Ele lembrou como as pessoas reclamam da bateria de smartphones hoje em dia e que modelos como aquele são vistos até agora como "o melhor telefone". Contudo, ninguém oferece algo similar.

"As pessoas não mudam, só os smartphones", explica. Segundo o palestrante, nossas mudanças são muito mais lentas do que um modelo de smartphone, principalmente quando elas se referem às nossas vontades.

Outros exemplos de empreendedorismo "fora da caixa" foram dados usando a banda de Bruce, o Iron Maiden. Desses, o que sem dúvidas merece mais destaque é a Trooper, cerveja criada pensando nas pessoas que gostam do Iron Maiden, mas veem shows de casa, pelo YouTube e baixam música ilegalmente. Segundo Bruce, a maioria deste público consome cerveja quando faz essas atividades, o que, querendo ou não, ajuda a gerar conversação sobre a banda, mesmo indiretamente.

Aproveitando o revés

Bruce também questionou o jeito como a indústria fonográfica lida com downloads ilegais de músicas. No início dos anos 2000, o próprio Iron Maiden achava que o certo era prender seus fãs por "roubar suas músicas". Atualmente, a banda prefere aproveitar o revés de baixas nas vendas de discos de outra forma. Exemplo disso é a recente parceria com a MusicMetric, empresa que ficou responsável por levantar estatísticas de países com maior número de downloads ilegais de músicas do Iron Maiden. Com base nisso, a banda escolheu os locais de sua turnê.

Imaginação é crucial

Dickinson também falou diversas vezes da importância da imaginação, que é geralmente esquecida e substituída por um diploma ou outro papel simbólico. "Conhecimento sem imaginação não é nada", opinou. Para encerrar, Bruce incentivou os campuseiros a anotarem suas ideias quando forem picados pelo "mosquito da criatividade".

Matéria retirada do Canaltech: http://corporate.canaltech.com.br/materia/campus-party/Cinco-licoes-de-empreendedorismo-de-Bruce-Dickinson/#ixzz2rnnZKKBh

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Escrito por
Felipe Piragibe
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