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Capital de Giro: O Guia para sua empresa viver saudável!

Ter o controle do seu capital de giro é o que separa o empresário que dorme tranquilo daquele que acorda às 3 da manhã pensando em como vai pagar o boleto do fornecedor amanhã.

No dia a dia de uma pequena ou média empresa, não existe nada mais perigoso do que a ilusão do faturamento. 

Você olha para o lado, vê a loja cheia, os pedidos saindo e o telefone tocando, mas quando abre o aplicativo do banco, o saldo parece que está sempre no limite

O capital de giro é, na verdade, o oxigênio que mantém o seu CNPJ respirando enquanto o dinheiro da venda não cai na conta.

Se você não entende como esse recurso funciona, vamos te ensinar agora. Bora lá?

O que é Capital de Giro 

Se você abrir um livro de contabilidade, vai ler que o capital de giro é a diferença entre ativos e passivos circulantes.

Bonito na teoria, mas na prática de quem tem que abrir o comércio toda segunda-feira, essa definição não serve para nada.

Na vida real, o seu capital de giro é aquele montante de dinheiro que você precisa ter “parado” ou disponível para financiar a sua própria operação.

É o dinheiro que sustenta o intervalo entre o dia que você paga o fornecedor e o dia que o cliente finalmente coloca o dinheiro de volta na sua mão. (E isso, às vezes, pode demorar!)

Imagine que você é dono de uma confecção. Você compra o tecido hoje e o fornecedor quer o pagamento à vista. 

Você produz, entrega para o lojista e ele te paga em 60 dias. Durante esses dois meses, quem é que paga o café, o pró labore, a conta de luz e o imposto? 

Se você não tem capital de giro, você começa a fazer o que 90% dos empresários brasileiros fazem: “dar um jeitinho”, e aí tira dinheiro da conta pessoal, pega um empréstimo rápido com juros abusivos ou antecipa as parcelas do cartão de crédito pagando taxas que levam embora toda a sua margem de lucro.

No fim das contas, você está trabalhando para o banco e para o fornecedor, enquanto a sua empresa continua vai se afundando em dívidas.

Vamos avançar e agora que o bicho pega, porque vamos entrar nos três ralos por onde o dinheiro do empresário costuma escorrer sem ele perceber. 

Cuidado com Estoque, Prazos e Inadimplência

Se você sente que o seu capital de giro nunca é suficiente, provavelmente o seu dinheiro está preso em um desses três lugares. 

Um lugar misterioso da gestão financeira, onde o caixa desaparece e o dono da empresa fica coçando a cabeça sem entender para onde foi o lucro.

1. O perigo do estoque parado

Muitos empresários olham para a prateleira cheia e sentem orgulho, mas na verdade, aquilo é dinheiro morto.

Cada produto que fica parado no seu estoque por 30, 60 ou 90 dias é capital de giro que você “congelou”.

Você já pagou pelo produto, já pagou o frete e talvez até o imposto, mas o dinheiro só vai voltar quando alguém comprar.

Se você compra demais para “aproveitar um desconto” do fornecedor, mas demora para girar esse produto, o desconto que você ganhou acaba sendo engolido pelo custo de oportunidade de ter o caixa travado.

2. Prazos de recebimento

Este é o erro mais comum. Para bater a meta de vendas, o empresário aceita parcelar em 10 vezes sem juros, dá 60 dias no boleto ou aceita prazos longos demais.

O problema é que o seu custo não parcela, o salário do seu funcionário vence no dia 05, o aluguel não espera e o imposto tem data fixa.

Quando você estica demais o prazo para o cliente, você está, na prática, emprestando o seu capital de giro para ele.

Se o seu prazo de recebimento é maior que o seu prazo de pagamento aos fornecedores, você criou um buraco financeiro que só cresce à medida que você vende mais.

3. Inadimplência

A inadimplência é o veneno do capital de giro. Quando um cliente não paga, você não perde apenas o lucro daquela venda, você perde todo o custo que teve para colocar aquele produto ou serviço na rua.

Você pagou o fornecedor, a comissão do vendedor e o imposto, mas o dinheiro não voltou.

Para cobrir o buraco de uma venda de R$ 1.000,00 que não foi paga, você muitas vezes precisa vender R$ 5.000,00 ou R$ 10.000,00 apenas para empatar o caixa.

Sem uma política rígida de cobrança, a inadimplência devora o seu giro e quebra a sua empresa silenciosamente.

Você está cansado de ver o seu dinheiro sumir nesses ralos? A verdade é que nenhum empresário nasce sabendo gerir o fluxo de caixa, mas continuar no erro é uma escolha que custa caro. 

Se você quer parar de “vender o almoço para comprar a janta” e aprender a fazer o dinheiro sobrar de verdade, você precisa de um método.

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Como calcular o capital de giro

Consultores por aí gostam de complicar as coisas com siglas em inglês e fórmulas de três linhas. Mas, para você que está no dia a dia da operação, o cálculo do capital de giro precisa ser prático. 

O que você quer saber, no fundo, é: “quanto de dinheiro eu preciso ter guardado para a minha empresa não parar?”.

A conta básica é olhar para o que você tem “no giro” e subtrair o que você deve no curto prazo.

Ou seja: Capital de Giro = (Contas a Receber + Valor em Estoque) – Contas a Pagar. 

Se essa conta der um número positivo e alto, você tem fôlego.

Se der um número baixo ou negativo, você está operando “no fio da navalha”, dependendo das vendas de amanhã para pagar os boletos de ontem.

Mas atenção: o cálculo não é estático, o seu capital de giro muda todo dia.

5 Sinais de que o seu Capital de Giro está em perigo

Às vezes, a empresa parece saudável por fora, mas por dentro o capital de giro está apodrecendo. Se você se identificar com mais de dois pontos abaixo, ligue o sinal de alerta máximo:

  1. Antecipação de cartões virou rotina: Se você não consegue esperar o prazo natural do cartão e precisa antecipar as vendas todo mês para pagar o fornecedor, você está viciado em um crédito caro que está drenando seu lucro.
  2. Usar conta pessoal pra cobrir o rombo: Você vira e mexe precisa tirar dinheiro do seu bolso (pessoa física) para cobrir o buraco da empresa na data do pagamento da folha.
  3. Fornecedores no limite: Você vive ligando para o fornecedor pedindo para “segurar o boleto” por mais dois ou três dias até entrar aquele recebimento esperado.
  4. Descontos agressivos por desespero: Você faz promoções malucas ou dá descontos enormes, não por estratégia de marketing, mas porque precisa de dinheiro no caixa para hoje à tarde.
  5. Crescimento que traz angústia: Você vendeu mais este mês, mas em vez de estar feliz, está mais desesperado e sem dinheiro do que no mês passado. Isso é o sinal clássico de que o seu crescimento está devorando o seu capital de giro.

Estratégias práticas para melhorar seu fôlego financeiro

Se você percebeu que o seu capital de giro está mal, não entre em pânico, mas entre em ação. 

O objetivo aqui é encurtar o tempo que o dinheiro leva para voltar para você e esticar o tempo que ele leva para sair. Parece simples, mas exige disciplina de ferro.

  • Revisão da Precificação: Muitas vezes o seu giro é ruim porque a sua margem é minúscula. Você vende muito, mas o que sobra não é suficiente para repor o estoque e ainda pagar o custo fixo. Se o preço está errado, quanto mais você vende, mais o seu capital de giro sofre.
  • Negociação com Fornecedores: Pare de aceitar passivamente os prazos que te impõem. Se você paga à vista, peça desconto. Se paga parcelado, tente esticar o prazo. Ganhar 10 ou 15 dias com um fornecedor pode ser a diferença entre usar o cheque especial ou não.
  • Incentivo ao Recebimento à Vista: Crie vantagens para o seu cliente pagar no Pix ou no débito. É melhor dar um desconto de 5% agora do que pagar 10% de juros e taxas para o banco daqui a um mês.
  • Corte o Estoque Excessivo: Estoque parado é dinheiro apodrecendo. Identifique o que tem pouco giro e faça um bota-fora para transformar mercadoria em capital de giro vivo o mais rápido possível.

Assista ao vídeo abaixo para aprender mais sobre como melhorar o seu Ciclo Financeiro:

O perigo de buscar Capital de Giro no lugar errado

O maior erro do empresário desesperado é correr para o banco e pegar qualquer “Capital de Giro” que o gerente oferece. 

Cuidado: Tomar empréstimos com juros altos para cobrir buracos operacionais é como tentar apagar incêndio com gasolina. 

Você resolve o problema de hoje, mas cria um monstro para o mês que vem. 

O capital de giro saudável deve vir do seu próprio lucro e da sua eficiência, não de dívidas que escravizam o seu futuro.

Dominar o Capital de Giro é dominar o futuro do seu negócio

Dominar o seu capital de giro não é uma tarefa burocrática de escritório, mas a maior estratégia de sobrevivência e crescimento que você pode implementar. 

Ter esse fôlego financeiro é o que permite que você negocie melhor, aproveite oportunidades de compra e, acima de tudo, tenha paz mental para gerir sua empresa sem o fantasma da falência rondando.

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